Não sou gay…mas

Parte 5

Eu olhei pra ele um pouco assustado. Na verdade não imaginava que a gente teria essa conversa ainda mais depois de tudo que aconteceu nas ultimas horas. Ele me olhava serio, esperando que eu falasse alguma coisa, mas eu estava travado.

Não sei se estava pronto pra abrir a caixa de Pandora do meu passado, remexer naqueles acontecimentos que estavam tão vivos agora com a volta do Bernardo. Além disso, era a vida dele também e não era certo eu falar assim sem a permissão dele.
– Olha Kadu, eu não posso falar. Não diz respeito só a mim e eu não quero mexer nessas feridas.
– Eu entendo Biel, mas eu não sou qualquer um. Sou um cara que você conhece desde moleque. Eu conheço o Bernardo também e tudo que você falar aqui, vai morrer aqui. Até porque também estou disposto a me abrir.
– Mas Kadu, não é tão simples…
– Vamos fazer o seguinte: Eu começo. Assim você vai se sentir mais seguro a se abrir e depois vai se sentir bem mais leve. Eu também quero romper essa barreira contigo.
Eu olhei pra ele, mas nada disse. Não nego que sentia curiosidade em saber mais da vida dele, mas ao preço de revelar a minha me estremecia. Ele tomou um gole demorado na cerveja e começou:
– Eu vou ser direto e não vou ficar de mimimi. Eu sou bissexual desde que me entendo por gente. Gosto de mulher, da sua delicadeza, dos seios macios e gostosos de pegar e chupar, dos cabelos longos perfumados, de meter gostoso nelas. Eu também gosto de homens, da pegada forte, do jeito másculo e firme, de não ter frescura e de sentir eles dentro de mim.
– Então quer dizer que mulher você come e homem você dá?
– Hahahaha, resumindo é isso, sim. Eu aproveito o melhor dos dois. Gosto de sentir essa diferença de sensações e desfrutar do prazer ao extremo. Eu alterno de acordo com a minha necessidade. Às vezes to mais afim de mulher, outras de homens e assim eu me sinto feliz.
– Nossa…Confesso que eu desconfiava, mas você falando assim de maneira tão direta é um pouco chocante. Você parece lidar com isso com tanta naturalidade…
– Porque pra mim é natural mesmo. Eu não fico me culpando por me sentir atraído pelos dois sexos e também não sinto necessidade de gritar isso ao mundo. É uma coisa minha, particular e eu lido numa boa.
– Eu te entendo e te admiro por isso.
– Valeu Biel. Confesso que eu senti um pouco de medo de revelar isso a você e não ter uma boa aceitação, mas confiança gera confiança e sei que posso confiar em você.
– Muito obrigado por isso.
– Você também pode confiar em mim. O que aconteceu entre você e o Bernardo?
Olhei bem nos olhos dele e depois abaixei a cabeça. Tinha chegado o momento de me abrir, mas eu não me sentia pronto. Por onde começar? Era tão difícil falar disso. Respirei fundo e comecei a falar devagar de como tudo aconteceu. Os olhares estranhos, os toques velados e aparentemente despropositais até chegar naquela noite fatídica que nos entregamos à paixão. Ele ouvia tudo atentamente, me incentivando a continuar quando a minha voz insistia em sumir. Era paciente com a minha narração emocionada, que muitas era parada por me faltar as palavras. Terminei o meu relato falando dos motivos que me levaram a dar aquela bolada no Bernardo e tudo que eu senti depois que ele ficou desacordado no chão.
– Porra…se não fosse você me contando tudo isso, eu nunca acreditaria. Mesmo me relacionando com homens, nunca vi nenhum indicio em vocês dois que pudesse haver esse tipo de atração. Doidera.
– Pois é, foi algo muito inusitado e intenso. Eu também nunca olhei o Bernardo ou qualquer outro homem com esses olhos, mas confesso que a atração existia embora negada por nós dois.
– Biel, e depois daquela noite? Ficou a mágoa pela amizade que foi desfeita ou a dor também por ter surgido um outro sentimento?
– O que você quer saber exatamente?
– Você se apaixonou pelo Bernardo?
Era dessa pergunta que eu tinha medo. Olhei pra ele, mas não consegui responder. Era uma coisa que eu negava a mim mesmo com tanta veemência que eu simplesmente não conseguia admitir. Ele me olhou atentamente, estudando a minha reação e por fim falou:
– Ta na cara que você não somente se apaixonou, como continua apaixonado por ele. Eu não te culpo por isso. Depois desse relato tão emocionado, é fácil entender como isso foi acontecer, mas e agora? O que você vai fazer?
– Eu não vou fazer nada ué. Tá louco, Kadu? Isso dai é passado. Eu tenho uma namorada linda, recomecei a minha vida e ele não tem direito nenhum de querer mudar tudo agora. Eu não tenho esse desprendimento que você tem, não sei se saberia lidar tão naturalmente com isso. Além disso, eu ainda to muito magoado.
– Eu entendo, mas fala sinceramente pra mim, você gostou daquela noite né? Tipo, o sexo e tudo mais.
Ele perguntou de maneira marota. Eu ri e senti meu rosto corar. Eu não estava nem um pouco acostumado a falar desse assunto.
– Foi surreal. Eu nunca senti nada parecido e intenso. A gente não tinha experiência nenhuma com homem, mas nossos corpos simplesmente se correspondiam sozinhos, sem que controlássemos.
– Que foda. Quando o tesão fala mais alto, já era. Ainda mais quando tem sentimento, aí fica tudo mais gostoso. Vocês dois são bonitos, gostosos e deve ter sido uma visão e tanto. Só de imaginar..
– Aff, Kadu. Para com essa merda, hahaha.
Eu dei um soquinho no braço dele de leve, rindo envergonhado. Ele riu também, dando mais gole de cerveja.
– Sabe, você sempre foi uma fonte de inspiração.
– Inspiração? Como assim?
– É Biel, tu sabe..
Ele falou rindo, movimentando a mão num vai e vem simulando uma punheta. Arregalei o olho e engasguei com a cerveja, cuspindo uma boa quantidade do liquido gelado.
– Hahahahaha, sabia que você ia reagir assim, mas já que a gente está na hora da verdade, tinha que te falar. Desde moleque eu fantasio com você. Já era gatinho naquela época e agora se transformou num garotão muito gato e gostoso. Tem um rosto lindo e um corpo que é uma tentação. Só que nunca imaginei que tu pudesses curtir algo assim.
– Cala boca, Kadu! Quer me matar de vergonha?!
Eu disse rindo sem graça.
– Só disse a verdade.
– E eu não curto, aconteceu. Só.
– Aconteceu, mas você gostou. Deixa as coisas rolarem naturalmente, Biel. Não se cobre tanto. Em relação ao Bernardo, deixe sim que o tempo faça o trabalho dele, mas se abra a essa reconciliação. Ter uma mágoa assim dentro de si faz muito mal. Além disso, você podem ser amigos.
– É, você ta certo. Ta na hora eu de superar o que aconteceu. Valeu Kadu, realmente eu me sinto muito mais leve de ter compartilhado isso com você. Durante tanto tempo eu carreguei esse peso sozinho e bom poder dividir com você. Só te peço que nunca fale isso com ninguém, pois não é algo só meu. Ele ta envolvido nisso também e merece discrição.
– Claro Biel, isso nunca vai sair daqui. Gosto de ser discreto e entendo perfeitamente. O segredo de vocês está seguro comigo.
– Valeu irmão.
Eu abracei com força, selando a nossa amizade.
Passaram-se algumas semanas sem grandes novidades. Tinha noticias do Bernardo pela minha mãe e sabia que ele estava se recuperando bem. Evitava vê-lo e foquei na minha rotina diária. Tinha horas que eu até esquecia que ele estava ali, mas esses momentos duravam pouco. De uma certa maneira ele povoava meus pensamentos mais do que eu gostaria, mas eu tratava de espantar tais pensamentos.
No fim de semana era o aniversario da Julia e agradeci mentalmente pela Jackie ter se encarregado do presente. Odiava shopping e ainda tinha duas aulas de personal pra dar. Fui em casa tomar um banho rápido, peguei a Jackie e fomos pra lá. A casa já estava com bastante gente espalhada pelo quintal, piscina e em mesas próximas a churrasqueira. Cumprimentamos a todos e sentamos com um grupo, onde o Kadu estava. Ele por sinal estava com uma menina que se derretia claramente por ele, mas o mesmo estava com aquele ar maroto de quem só quer se divertir. Estava sem camisa, com uma bermuda floral branca e azul. Os cabelos encaracolados caiam desalinhados pela testa, lhe dando um ar juvenil. Os olhos castanhos estavam sempre acompanhados de um sorriso de quem está constantemente de bem com a vida. Estávamos nos divertindo até eu ver o Bernardo chegar. Confesso que eu não imaginava que ele fosse, embora soubesse que ele conhecia a Julia e isso era uma chance. Vi ele cumprimentando as pessoas, sorridente enquanto todos perguntavam sobre o seu estado. Ele parecia estar completamente recuperado e saudável. Cumprimentou-me de longe com um aceno de cabeça e eu retribui de maneira tímida. Tentei me distrair ao máximo, não prestando atenção na sua presença, mas era difícil. Levantei pra pegar mais cerveja e um pratinho com carne, mas ele estava na frente esperando para pegar uma porção de comida. Quando estava saindo, não me viu parado atrás dele e derrubou todo o conteúdo do prato na minha blusa.
– Porra, que merda Biel. Desculpa, eu não te vi.
– Caralho..tudo bem, sem problema.
Eu disse tentando limpar em vão as manchas de carne na camisa.
– Putz, não ta tudo bem, não… eu acabei com a sua blusa. Foi sem querer, de verdade.
– Eu sei, Bernardo. Deixa pra lá, churrasco é assim mesmo.
Fui até o banheiro para tentar tirar as manchas com agua e sabão. Tirei a camisa e estava lavando as partes manchadas quando ouvi a porta sendo fechada. Me sobressaltei quando vi o Kadu fechar a porta apressado, se posicionar na frente do vaso e começar a desabotoar a bermuda.
– Foi mal Biel, to me mijando. Cerveja é uma merda.
Ele disse tirando a rola pra fora e urinando fartamente.
– Não dava pra esperar eu sair, mano?
– Foi mal, mas não dava não. Tava muito apertado. Ahh, nossa que delcia.
Ele gemeu aliviado, enquanto dava os últimos jatos de urina. Olhei de canto de olho, curioso, mas ao mesmo tempo com receio de olhar. Tentei me concentrar na blusa, enquanto ele terminava. Olhei pelo espelho e vi que parte da bunda dele estava pra fora. Branca, sem pelos e um tanto arrebitada, coisa que eu nunca tinha reparado. Ele guardou o pau e se virou pra mim, ainda com a bermuda aberta, exibindo a sunga branca que estava por baixo. Fingi estar com a atenção total na lavagem, quando ele se aproximou. Meu pau estava querendo dar sinais de vida, pressionei ao máximo contra a pia pra que ele não visse.
– Dá pra eu lavar a mão?
– Ah claro, Kadu. Eu já terminei. Não saiu tudo, vai ficar manchada.
Eu disse desanimado, olhando pro estrago no tecido. Disfarçadamente coloquei na frente da minha rola, que graças a Deus já estava voltando ao seu normal.
– Ah fica sem camisa, melhor. Garanto que ninguém vai reclamar.
Ele riu, dando uma piscada marota com o olho.
Dei um leve empurrão, rindo e quando ele destrancou a porta, demos de cara com o Bernardo que provavelmente estava esperando pra usar o banheiro. Ele olhou surpreso pra gente, primeiro pra mim e depois pro Kadu, nos encarando sério. Meu sorriso morreu nos lábios, sem graça diante daquela situação, mas podia apostar que o Kadu estava se divertindo, pois sustentava um sorriso provocador. Era possível fatiar a tensão no ar, enquanto nenhum dos três falava qualquer coisa.
– Que porra é essa?!
O Bernardo perguntou autoritário.
…Continua

Não sou gay…mas

Parte 4

Consegui sair do meu entorpecimento e corri em direção a ele. Me ajoelhei ao seu lado e o sacudi com moderação apesar do meu desespero.
– Bernardo?! Bernardo, acorda! Acorda, cara!
Passei a mão na sua cabeça e ela veio suja de sangue. Meu coração estava tão acelerado no meu peito que poderia sair pela boca. O Kadu chegou apressado do meu lado, chocado com aquela situação.
– Caralho Biel, o que tu fez mano?
Sem tirar os olhos do Bernardo, eu gritei:
– Chama uma ambulância Kadu, rápido!
Ele saiu correndo para pegar o celular, enquanto os outros jogadores aguardavam aflitos formando uma roda em volta da gente.
– Bernardo, pelo amor de Deus, acorda! Fala comigo!
Eu implorava, passando a mão em seu rosto enquanto minha outra mão pressionava o corte em sua cabeça. Sabia que não podia mexer nele, porque nesses casos pode ser perigoso e piorar a situação, mas a vontade que eu tinha era de abraça-lo. Apesar de toda raiva que eu sentia dele, eu nunca quis que nada de mal lhe acontecesse e agora me sentia terrivelmente culpado. Só de pensar que eu o machuquei daquele jeito, colocando sua vida em risco fazia com que quase perdesse os sentidos. Ouvia os comentários de alguns dizendo que fiz de proposito e eu era uma espécie de monstro, mas não me importava. Só ele me importava naquele momento. O Kadu voltou dizendo que a ambulância já estava a caminho, mas aquela demora estava me matando. O chamei diversas vezes, mas ele estava completamente desacordado. As lagrimas brotavam em meus olhos, mas eu segurava firme. Não podia fraquejar naquele momento. Peguei a mão dele e apertei com força.
– Você vai ficar bem, eu prometo. – Eu disse baixinho, só pra ele.
Com cuidado, pus a cabeça dele no meu colo para pressionar melhor o corte.
A ambulância chegou e o imobilizaram para depois colocar ele na maca. Acompanhei tudo apreensivo, mas não sai do lado dele. Pedi pro Kadu pegar as minhas coisas e quando o colocaram no veiculo, eu fiz questão de ir com ele. Segurei a mão dele o trajeto inteiro, enquanto com a outra mão telefonava pra minha mãe para que ela avisasse os pais dele. Eu iria assumir toda a responsabilidade, a única coisa que me interessava era ele ficar bem.
Chegamos ao hospital e entraram com ele para área restrita. Eu fiquei na sala de espera sentado com a cabeça apoiada nas mãos. Respirava descompensado de tanto medo do que pudesse acontecer. Minha cabeça girava imersa em lembranças misturadas com os últimos acontecimentos. Senti uma mão no meu ombro e quando olhei vi o Kadu sentado ao meu lado.
– Vai ficar tudo bem, Biel. Eu to aqui e vou ficar do seu lado. Se acalma.
Eu o abracei com força e as lagrimas vieram em abundância. Os soluços não me deixavam falar, só extravasavam o desespero que eu estava sentindo. O Kadu me abraçava, tentando me acalmar, me consolar, mas mal ele sabia o real sentido daquele pranto. Toda a historia que tinha por trás de uma briga de melhores amigos do passado, tudo que aconteceu e todo sentimento que eu escondia dentro do peito. Fui me acalmando, respirando mais pausadamente, pois eu não podia perder as forças, nem a fé. Minha mãe chegou acompanhada dos pais do Bernardo e logo foram buscar noticias na recepção, mas ainda não podiam informar do estado dele. A mãe dele se aproximou da gente e perguntou aflita:
– Gabriel, como isso foi acontecer?
Respirei fundo e quando abri a boca pra falar, o Kadu foi mais rápido do que eu.
– Ele levou uma bolada e bateu acidentalmente com a cabeça na trave.
– Mas quem deu essa bolada?!
– Ah a gente nem viu, foi tudo muito rápido. Foi sem querer, ninguém tinha a intenção de machucar ninguém. Futebol tem dessas coisas.
Ele falou com aparente naturalidade convencendo a mãe do Bernardo. Ela foi se juntar ao Pai dele e a minha mãe, e eu me virei a ele:
– Porque você mentiu? Eu ia assumir a responsabilidade pelo meu ato.
– Eu sei Biel, mas pra que se indispor? Os ânimos estão exaltados e a gente é tudo amigo desde moleque. Como você ia explicar a bolada proposital? Melhor deixar assim.
– Não me importo que a casa caia na minha cabeça, só quero que ele saia dessa.
– Eu sei, mas depois se você quiser contar tudo você conta, mas espera tudo se acalmar.
Fiquei em silêncio e nada disse. Os minutos se arrastavam e minha angustia só aumentava. Eu não iria me perdoar nunca se algo acontecesse com ele. Minha mãe também tentava me acalmar, sempre trazendo copos de agua ou me perguntando se eu queria alguma coisa. Não podia pensar em nada que não fosse o bem estar dele.
O medico veio dar noticias sobre o estado dele e todos se sobressaltaram. Ele explicou que ele teve um traumatismo craniano leve e que eles estavam controlando a pressão cerebral. Ele iria ficar internado em observação e se tudo corresse bem em dois dias ele estaria em casa ou até antes dependendo da evolução do quadro. No momento ele estava descansando devido a medicação, mas que assim que ele acordasse ele iria chamar a família para a visita.
Meu alivio foi tão grande que minhas pernas bambearam. O Kadu me abraçou com força, praticamente me segurando enquanto as lagrimas voltaram a banhar o meu rosto. Era como se uma tonelada tivesse saindo das minhas costas e agora eu finalmente pudesse respirar descansado. Minha mãe insistiu que eu fosse pra casa tomar um banho e tirar aquela blusa ensanguentada, mas eu não queria sair de lá antes de ver com meus próprios olhos que ele estava bem. O Kadu me emprestou uma blusa que ele tinha na mochila, e eu fui no banheiro trocar. Lavei as mãos que ainda tinham o sangue dele e depois o rosto. Olhei no espelho e me sentia um pouco melhor. Porra, que burrada que eu fiz! Eu não podia me descontrolar daquela maneira, nem podia fugir pra sempre. Eu tinha que encarar aquela situação e tentar resolver da melhor maneira.
Sai do banheiro com uma aparência melhor e continuei a aguardar. Quase três horas depois, os pais dele foram chamados e ficaram lá por quase meia hora. Eu não sabia se iam me deixar entrar pra vê-lo, mas eu não iria arredar pé dali. Quando os pais dele saíram, eu pedi pra entrar. A enfermeira não queria deixar, alegou que ele precisava descansar, mas eu garanti que seria rápido. Eu só queria vê-lo.
Entrei no quarto timidamente e o encontrei deitado coma cabeça enfaixada, com o soro no braço. Ele olhou pra mim sério e se manteve em silêncio. Me aproximei da cama lentamente e parei ao seu lado.
– Como você ta?
– Sobrevivi. Eu não sabia que seu ódio por mim era tão grande ao ponto de você tentar me matar.
– Eu não tentei te matar, Bernardo. Eu quis te acertar uma bolada, não imaginei que isso tudo fosse acontecer.
– De certa forma eu mereci aquela bolada. Espero que agora um pouco da sua raiva tenha passado pra que a gente possa enfim conversar.
– Olha Bernardo, eu confesso que eu quase morri de preocupação de te ver desacordado naquele campo. Não me perdoaria caso acontecesse algo a você, mas não se aproveita disso pra tirar vantagem. O seu estado não apaga o que aconteceu.
-Eu sei Biel. Eu errei feio com você. Na verdade eu só queria que você soubesse que pra mim foi muito difícil também. Eu acordei no dia seguinte chocado com o que tinha acontecido, agi por impulso libertando um desejo que existia dentro de mim, mas eu que não sabia lidar. Me senti confuso, perdido. Achei que lá eu poderia começar uma vida nova e me livrar daquele estigma.
– Bernardo…
– Por favor, me deixa continuar. Eu há tempos estava convivendo com aquele desejo dentro de mim e vi na minha partida a chance de realizar. Porém no dia seguinte eu acordei ainda mais apaixonado. Sim Biel, eu estava apaixonado por você e aquilo me pareceu tão errado, tão louco que eu fugi. Fiz por mim e fiz por você porque sabia que seria muito difícil pra nós dois. Não tínhamos idade, nem cabeça pra lidar com aquilo. Eu sofri muito sozinho lá. Atormentado por lembranças, por uma saudade que não passava. Pensava o tempo todo em você, sentia falta de tudo que a gente viveu.
– Olha, você precisa descansar e eu tenho que ir.
Eu disse, já virando as costas, mas ele segurou meu braço.
– Espera..
Eu olhei pra ele. Ele segurou minha mão.
– Me perdoa?
Abaixei a cabeça. Novamente o olhei.
– Não é simples dessa forma, Bernardo. Palavras não curam feridas assim.
– Eu sei, mas a única coisa que eu quero é voltar a ter contato com você, participar da sua vida. Eu não posso mudar o que aconteceu e sei que provavelmente nunca mais vai rolar de novo entre a gente. Você ta namorando…me odeia. Independente do que eu sinto, eu quero que você seja feliz. Quem sabe com o tempo, a gente não volte a ter uma amizade…talvez não como antes, mas ainda sim uma amizade. Me perdoa?
Fiquei olhando pra ele, enquanto ele segurava a minha mão, tentando absorver tudo que e ele tinha me dito. Não podia falar que iria perdoar se dentro de mim a ferida ainda estava tão viva. Também não podia negar que todo aquele ressentimento me corroía por dentro, me fazendo mais mal do que qualquer outra coisa. Eu tinha que me libertar daquilo e talvez ele tivesse me oferecendo a chance, porém tudo é um processo. Tem coisas que não podem ser ignoradas, degraus que foram quebrados tem que ser reconstruídos antes de continuar a subida.
– Bernardo, deixa que o tempo faça isso. Eu ainda não sou capaz de perdoar, mas eu também não quero carregar essa mágoa dentro de mim.
– Tudo bem, eu fico feliz só de você ter me escutando. Eu ainda tenho muita coisa pra te falar, mas vou ter paciência. Você não tem ideia do bem que me fez. Eu vou te mostrar que me arrependi e amadureci com tudo isso. Você não sofreu sozinho, eu te garanto.
Olhei pra ele e depois lentamente soltei a sua mão. Sai do quarto, e respirei fundo. Graças a Deus estava tudo bem e agora era deixar o tempo fazer o trabalho dele. Me sentia exausto e ao sair do hospital, vi que o Kadu me aguardava.
– E ai, como ele ta?
– Ta bem. Vai ser recuperar rápido, acredito eu.
– Menos pior, foi só um susto.
Concordei com a cabeça e fomos embora. Ele insistiu em me acompanhar até a minha casa, e não fiz objeção. O Kadu estava se mostrando um bom amigo. Não tínhamos tanta intimidade, mas ele era parceiro pra caramba.
Chegamos à minha casa e eu corri pra tomar um banho. Deixei a agua quente relaxar meus músculos e limpar aquelas marcas de sangue. Sai me sentindo renovado e fui encontrar com ele no quintal. Ele estava com duas cervejas na pequena mesa disposta no gramado e eu me juntei a ele. O primeiro gole é sempre o mais gostoso e agora eu podia descansar a mente.
– Kadu, se você quiser tomar um banho, de boa. Eu te empresto uma roupa e tal.
– Não, ta tudo bem. Daqui a pouco vou pra casa. Só queria me certificar que você vai ficar bem.
– Po, cara…eu nem sei como te agradecer pela força que você deu. Tu não tens ideia do quanto seu apoio foi importante pra mim. Valeu de verdade.
– Que isso, Biel. Você pode sempre contar comigo. A gente se conhece há muitos anos, mas você sempre andava grudado com o Bernardo, a gente fazia parte da mesma turma e não tinha tanto contato.
– É, eu sei. A gente se conhece há um tempão, mas eu nem sei tantas coisas assim sobre a sua vida. Já te considerava pra caralho, mas depois de hoje você subiu mais ainda no meu conceito. Obrigado mais uma vez.
– Biel, tu sabes que depois de tantos anos e agora que estamos mais próximos, você pode confiar em mim, né?
– Por que você ta falando isso, Kadu?
– O que aconteceu entre você e o Bernardo? Você nunca quis contar, mas eu sempre soube que algo de sério tinha acontecido. Não foi uma briga somente, eu vi seu desespero hoje e não foi de alguém que simplesmente machucou outra pessoa. Por mais que você tivesse colocado a vida dele em risco, a sua reação foi mais intensa. Se abre comigo, vai.
– Kadu, tem coisas da sua vida também que você nunca abriu pra mim…
– Pois é, Biel. Chegou a hora da verdade. Pra mim e pra você.
….Continua

Não sou gay mas…parte 3

Não conseguia acreditar naquilo que meus olhos viam. O Bernardo ali parado na minha frente mais parecia um fantasma vindo direto do meu passado. Meu corpo inteiro tremia de choque e minha respiração falhava nos pulmões.

Ele estava diferente desde a ultima vez que nos vimos. Continuava mais baixo que eu, mais ou menos 1,75, o corpo magro estava somente um pouco mais encorpado e o velho topete em desalinho continuava como marca registrada. O rosto estava liso, sem barba, mas o queixo mais quadrado e marcado dava um ar mais velho a aquele menino que eu conheci. Infelizmente sim, ainda era um cara bonito e atraente.
Ele continuava me olhando, estudando minha reação enquanto meus movimentos pareciam congelados sem que eu pudesse me mexer.
– Nossa, eu custei pra te reconhecer. Ta tão grande, forte, barba rala… mas eu te reconheceria em um milhão.
Ele disse sorrindo meio sem graça diante daquela situação.
Não respondi. Com custo consegui virar as costas e sair andando. Ainda ouvi os protestos do garçom que estava preparando as bebidas, mas aquilo pouco interessava. Eu só queria sair daquele lugar e acordar daquele pesadelo. Fui caminhando rápido, esbarrando nas pessoas, tentando achar a saída. Cheguei a um lounge com sofás e pufes, mas poucas pessoas ocupavam o lugar e antes que eu pudesse continuar, senti ele puxando meu braço.
– Espera, vamos conversar.
– Tira as mãos de mim! Se você encostar um dedo em mim de novo, você vai ficar sem ele!
Esbravejei, com toda a raiva que sentia dentro de mim.
– Cara, só me ouve! Eu sei que eu errei, mas eu voltei pra consertar isso. Eu tive medo..
– Cala a boca! Eu não quero ouvir nada que venha de você! Pra mim você ta morto e enterrado, e os mortos não falam!
– Gabriel, por favor. Eu sei que eu agi errado, mas caralho quem não erra?! Vamos conversar e eu te explico tudo..
– Explicar o que?! Que você foi embora sem um pingo de sentimento? Que você me expulsou da sua vida depois de anos de amizade? Que você mesmo que armou toda aquela situação, com vodka e tudo mais, então sumiu?! Que teve medo? Vai tomar no olho do seu cú, seu filho da puta! Tem ideia do que eu passei? Do que eu sofri?
– Biel…
– Não! Não me chama assim! Presta atenção, some da minha vida! Eu nunca mais quero te ver de novo! Pega esse seu remorso e enfia no cú, vaza!
– Cara, tenta entender…
Eu fiz um sinal com a mão pra ele calar a boca ao ver a Jackie se aproximando. Abaixei a cabeça tentando respirar fundo e me recompor pra que ela não reparasse os ânimos exaltados. Ela veio vindo sorrindo. Ele olhou para ela e depois pra mim, e então ficou em silêncio.
– Oi meu amor, a gente ta até agora esperando as bebidas. Se perdeu foi?
Ela falou rindo. Eu estava tentando ao máximo controlar meus nervos, mas estava impossível. Ela olhou pra mim esperando uma resposta e depois pra ele. Ficou aguardando que eu o apresentasse e depois que ele mesmo o fizesse, mas nenhum dos dois se pronunciou.
– Desculpa, oi tudo bem? Você é?
Ela disse pra ele, o cumprimentando com um aperto de mão.
– Desculpa eu, meu nome é Bernardo, prazer.
– Jackie, o prazer é meu. Pera, Bernardo…não me é estranho esse nome. Você é o que foi pros Estados Unidos?
– Sim, sou eu mesmo.
Ele respondeu com um sorriso, que eu poderia quebrar se estivesse a sós com ele.
– Ah nossa! Já ouvi falar algumas vezes de você. Como você veio parar aqui, chegou quando?
– Cheguei essa manhã.
Ele respondeu simpático, porém sem graça.
– Que legal! A galera vai gostar de te rever. Não quer ficar na mesa com a gente?
– NÃO!
Eu falei mais alto que eu pretendia. Ela me olhou meio assustada e eu novamente abaixei a cabeça, coçando o cabelo.
– Jackie, vamos embora, eu não to me sentindo bem.
– Mas amor, a festa tá tão boa. O que foi? Tá sentindo o que?
– Muita dor de cabeça. Vamos, agora.
Ele me olhava, mas não dizia nada. E também não saia dali. Que raiva!
– Ah amor, eu quero ficar mais um pouco. Se tu não tiver se sentindo bem, eu volto com a Kelly, sem problemas. Você se importa?
– Não, tudo bem, eu só quero ir embora. Fala pro povo o que aconteceu, que eu não me senti bem.
– Tá bom. A gente se fala amanhã.
Ela disse me dando um selinho na boca. Olhei mais uma vez com ódio pra ele e me dirigi a saída. Fui caminhando rápido pelo estacionamento, pegando as chaves do carro no bolso. Me aproximando do veiculo, ouço novamente a voz dele:
– Então você ta namorando… Muito bonita ela, parabéns.
Me virei com raiva e esbravejei:
– Mas que porra é essa?! O que você ta fazendo aqui? Você me seguiu?
– Eu não vou desistir até você me ouvir. Eu só voltei por sua causa e pra resolver essa questão do passado. Por favor, me ouve?
– Seu viado, filho da puta! Eu já disse que eu não tenho nada pra ouvir de você! Nada do que você fale vai mudar o que aconteceu!
– Não muda o que aconteceu, mas pode mudar o que virá. Tem tantas coisas que eu quero te falar…
Ele foi falando se aproximando, os olhos dentro dos meus, com o mesmo dom de hipnotizar de anos atrás. Chegou mais perto do que eu gostaria e parou na minha frente. O perfume dele entrou nas minhas narinas me deixando zonzo.
– Eu achei que esses anos pudessem apagar aquela noite. Eu achei que eu pudesse voltar e te olhar como aquele velho amigo. Até hoje eu ainda tinha essa esperança …
Ele levantou a mão com a menção de passa-la no meu rosto, mas meu reflexo foi mais rápido e eu o empurrei.
– Não toca em mim! Não vai ter próxima, eu vou te arrebentar. E me faz um favor: Volta pra lá ou pra qualquer outro lugar! Vai pro inferno!
Entrei no carro e dei partida, saindo cantando pneu, deixando ele parado no estacionamento. A verdade é que não consegui andar 300 metros e tive que parar o veiculo. Minhas mãos tremiam e eu precisava respirar. Que merda! Porque ele voltou?! Bati com força no volante. Depois de tudo que eu passei, ele quer falar palavras bonitas, pedir desculpas?! Não, obrigado. Não vou cair nessa. Ele enterrou a nossa amizade e aquilo que eu descobri sentir, eu mesmo já tinha enterrado. Naquela noite quase não dormi. Pesadelos misturado com sonhos que voltavam a aquela noite rodavam meu sono.
No dia seguinte estava mal humorado sentando no sofá vendo TV quando a campainha tocou. Gelei por dentro. Era só o que faltava ser ele. Fiquei ainda um tempo sentado com medo de levantar, mas a campainha continuava soando insistente. A contragosto levantei e olhei pela a janela, então vi o Kadu no portão. Respirei aliviado e chamei ele pra entrar. Nos cumprimentamos e ele foi logo falando:
– E ai cara, o que te deu ontem?
– Dor de cabeça. (seco)
-Ishh, ta de mal humor. Que bicho te mordeu hein? Tu perdeste o melhor da festa e ainda deixou a Jackie sozinha pros cueca de plantão.
– Eu não tava bem Kadu, achei melhor vir pra casa.
– Ta de boa. A surpresa da noite ficou por conta do Bernardo. Quando a Jackie falou que ele tava lá, ninguém botou fé, mas não era ele mesmo? Ficou lá na mesa com a gente, altas historias dos “States” Hahahaha
Olhei com tanto ódio pra ele, que ele parou de rir na mesma hora.
– Nossa Biel, você podia matar alguém só olhando assim. Você nunca falou qual foi a treta entre vocês.
– Ele não é a pessoa que eu imaginava ser e ponto.
– Mas vocês se falaram ontem. A conversa foi de boa?
– Eu não tenho nada pra conversar com aquele cara. Que merda!
– Ta bom, não vou insistir. Não quer falar, não fala. Bora trocar de roupa que já ta na hora da pelada. Você ta precisando dar uns bicos na bola.
– Nem to afim..
– Nem pensar, vai logo. Não vou te deixar em paz. Boraaa!
Olhei pra ele com cara de desanimo, mas ele podia ter razão. Precisava correr e dar uns chutes pra poder aliviar toda aquela tensão que eu estava sentindo. Troquei de roupa rápido e fomos andando pro campinho que tinha ali no bairro mesmo.
Chegando ao local, os outros jogadores estavam terminando de se arrumar. Alguns se alongavam, outros terminavam de vestir suas chuteiras. Eu calcei a minha rapidamente e estava de papo com alguns companheiros do meu time quando avistei o Bernardo chegar. Estava devidamente vestido para jogar e foi logo cumprimentando os presentes ali. Olhei pra aquela cena sem acreditar que ele teve a cara de pau de aparecer na pelada. Ele me olhou e deu um sorriso provocador, pois sabia que meu sangue estava fervendo nas veias de ver ele ali.
O Kadu vendo que eu estava desconfortável com a situação, falou apreensivo:
– Foi mal Biel, eu não sabia que vocês estavam brigados ainda depois de tanto tempo. Ontem quando ele sentou na mesa, papo vai, papo vem, os garotos chamaram ele pra pelada.
– Ah então foram vocês que chamaram? Que legal! Não vou mais jogar.
Eu falei tirando o colete e saindo do campo. Ele foi atrás de mim, colocando a mão no meu ombro.
– Porra, Biel! Pega leve, a gente não sabia que vocês ainda tavam nessa. Quer dizer, você né? Porque o Bernardo não parece alimentar esse ódio de você.
– Eu tenho os meus motivos, Kadu!
Eu praticamente gritei, caindo em mim em seguida. Não queria chamar atenção, nem parecer descontrolado. Ele não podia causar efeito em mim. Respirei fundo, me recompondo.
– Calma, Biel. Se eu soubesse, eu não teria chamado. Foi mal..
– Tudo bem Kadu, vocês não tiveram culpa. O problema é meu, não é de vocês. Desculpa ter gritado.
– De boa, agora pára com essa besteira de não jogar mais e vamos voltar pro campo. Ele vai ficar no time adversário e não precisam nem se falar se você não quiser.
– Ah, não sei..
– Vamos, Biel. Aproveita essa oportunidade, cava uma falta nele e descarrega essa raiva. Eu to brincando kkkk. Bora, não vai desfalcar nosso time não.
E eu não queria mesmo deixar eles na mão e concordei em jogar. Sabia que as chances de dar alguma merda eram grandes, mas não tinha muita escolha.
A partida começou e logo todos estavam correndo pra lá e pra cá. Os times estavam equilibrados e os gols eram quase os mesmos pros dois lados. Toda aquela situação me traziam muitas lembranças. O jeito que ele jogava ainda era o mesmo. A forma como corria, puxava a bola, girava o tronco. O suor escorrendo pelo rosto. Eu me esforçava pra não prestar atenção nesses detalhes, mas era quase impossível. Pra piorar a situação, quem estava me marcando era ele. Sempre que ele se aproximava com o falso intuito de me afastar da bola, roçava os braços na minha cintura ou me empurrava com o ombro. Os corpos se esbarravam o tempo todo. Me desvencilhava a base de cotoveladas e empurrões. Insistente, ele continuava e claro que se aproveitava daquela situação.
Teve um momento que ele segurou a minha cintura e praticamente me encoxou, se aproveitando da confusão de jogadores dentro da área. Falou perto do meu ouvido:
– Saudades disso..
Eu virei com tanta raiva, que ele cambaleou pra trás. Eu dei num empurrão tão forte que ele caiu sentado no chão.
– Seu filho da puta! Eu vou te quebrar na porrada!
Eu fui pra cima dele, mas a turma do deixa disso já estava ali para me afastar e acalmar os ânimos. O Kadu me puxou e conversou comigo, pedindo pra eu me acalmar. Logo voltamos ao jogo e eu não deixava ele se aproximar muito. Não ia facilitar em nada pra ele, e eu nem me aproximava mais da área para que ele não tivesse motivos pra ficar perto de mim. Não demorou muito ele fez um gol e foi comemorar com o seus companheiros de time. Entre um abraço e outro, olhou pra mim e fez com a boca: “Pra você” e abriu um sorriso imenso. Fiquei totalmente desarmado, sentindo um misto de raiva e uma sensação esquisita que eu não conseguia explicar.
O jogo recomeçou e ele se mantinha na área se sentindo o Romário. Estava bem próximo ao gol e quando a bola caiu nos meus pés, eu não pensei duas vezes. Mirei nele e acertei um bico com toda a força que tinha em mim. A bola foi certeira como um foguete, lhe acertando em cheio na cabeça, fazendo ele cair e bater com o crânio na trave, caindo desacordado em seguida.
Arregalei os olhos, paralisado sem saber o que fazer.
– Meu Deus, o que foi que eu fiz?!
….Continua

GUIA PARA BATER UMA BELA SIRIRICA

Exercícios são uma ótima maneira de aliviar o estresse e melhorar o seu sono. Mas não subestime os seus momentos sozinha com seu corpo e com a boa siririca.

A masturbação (ou siririca) é uma maneira segura e natural para:

  • Se sentir bem
  • Descobrir o que te excita
  • Soltar a tensão sexual

O sexo a sós tem inúmero benefícios de saúde, além de ser uma atividade divertida. Aqui está uma lista dos tipos mais comuns de masturbação. Lembre-se que as sensações que descrevemos variam de pessoa para pessoa. 

TIPOS DE ORGASMO E TIPOS DE MASTURBAÇÃO

Clitoriano – A maioria das pessoas usa os dedos para brincar com seu clitóris, mas os vibradores podem ser ótimos aliados. Quando você tem um orgasmo, você sente uma sensação quentinha e confortável na sua pele e no seu cérebro. 

Vaginal – Você pode usar seus dedos ou um vibrador para penetrar a vagina durante a siririca. Você vai sentir o orgasmo mais profundamente, e suas paredes vaginais vão tremer. 

Anal – Você pode usar seus dedos ou um plug para a estimulação anal. Antes de você ter um orgasmo, você pode sentir uma vontade intensa de fazer xixi – mas as contrações estão em volta do seu esfíncter anal. 

Combo – Esse é de preferência pessoal. Você pode usar suas duas mãos para brincar com sua vulva e seu clitóris ao mesmo tempo ou usar os dois ao mesmo tempo. Quando você estimula seu clitóris diretamente com o canal vaginal, você pode sentir um orgasmo explosivo – que leva até mesmo a ejaculação. 

Zonas erógenas – Você pode massagear seus mamilos, coxas internas, ouvidos, pescoço e outras partes do seu corpo durante a masturbação. Essas áreas, conhecidas como zonas erógenas, podem causar sensações deliciosas no seu corpo. 

COMO COMEÇAR

Masturbação não tem que necessariamente te fazer ter um orgasmo. O que importa é o caminho. Mas se você estiver no clima e quiser esse pico de endorfina, existem algumas coisas que você pode fazer para ajudar seu corpo a gozar. 

Crie um clima: o ambiente faz toda diferença no ambiente que você vai se masturbar. Pense em desligar as luzes, acender algumas velas e escutar uma música relaxante para acalmar os ânimos. 

Adicione lubrificante: quando você está excitada, seu corpo naturalmente solta lubrificação, ajudando a masturbação a se tornar uma experiência mais prazerosa e relaxante. Deixe um tubo perto da sua cabeceira.

Seja criativa: você pode ficar excitada só de ficar pensando no crush que você conheceu online ou em uma fantasia. Deixe sua mente brincar e pensar em pessoas e situações que te dão aquele friozinho na barriga. 

Tome seu tempo: você não precisa correr com a masturbação. Brinque com técnicas e tome seu tempo para curtir todas as sensações que você estiver sentindo no seu corpo. 

COMO EXPLORAR SEU CLITÓRIS

A parte visível do clitóris é em formato de pérola, muitas vezes coberta por um capuz – e se encontra no topo da sua vulva, onde os lábios se encontram. 

Essa é a glande do seu clitóris, mas toda a estrutura do clitóris é muito mais complexa e extensa do que parece. 

Seu clitóris tem diversas inervações, o tornando a parte mais sensitiva da sua genitália. É por isso que a maioria das pessoas com vulva tem um orgasmo estimulando seu próprio clitóris. 

ORGASMO CLITORIANO

Massageie a área na parte superior do osso púbico, depois passe os dedos ao longo dos lábios de sua vulva.

Comece esfregando ou acariciando seu clitóris através do capuz. Você também pode formar um “V” com seu dedo indicador e dedos médios e deslize-os para cima e para baixo pelas laterais da glande do clitóris. Encontre um ritmo confortável. 

Mova seus dedos mais rápido e com mais força assim que seu clitóris ficar molhado ou depois de ter aplicado o lubrificante. Intensifique a sensação aplicando uma pressão mais forte até chegar ao orgasmo. 

Usar um vibrador é uma ótima maneira de estimular seu clitóris sem ter que usar demais seus dedos. Experimente as diferentes vibrações e circule seu clitóris com o Bullet  ou faça movimentos de cima para baixo.

SE VOCÊ QUISER TENTAR UM ORGASMO PELO CANAL VAGINAL

Apesar dos mitos, a maioria das pessoas com uma vagina tem dificuldade em chegar ao clímax com a estimulação vaginal. Mas isso não significa que não possa ser divertido!

Penetrar sua vagina com os dedos ou um vibrador interno pode trazer imenso prazer, mesmo que você não tenha orgasmo.

Primeiro massageie sua abertura vaginal, depois insira lentamente seus dedos (ou um vibrador interno) em sua vagina. Certifique-se de que sua vagina esteja molhada ou que você tenha aplicado lubrificante suficiente para evitar fricção.

Comece a mover seus dedos ou vibrador interno em um movimento vai-e-vem, de dentro para fora, de fora para dentro, encostando ou combinando os movimentos. É uma boa ideia usar um movimento “de chamar alguém” com dois dedos ou vibrador interno para estimular seu ponto G. 

Aumente a velocidade e a pressão à medida que as boas vibrações começam a se acumular. Você pode sentir um orgasmo explosivo, mas não se preocupe se não sentir nada. É normal não gozar com a penetração vaginal.

SE VOCÊ QUISER EXPERIMENTAR COM A PENETRAÇÃO ANAL

Quem disse que os orgasmos anais são apenas para pessoas com pênis? Você pode ter um orgasmo estimulando indiretamente o clitóris através da parede compartilhada entre o reto e a vagina.

Mas lembre-se: Você deve, deve mesmo usar lubrificante – seu ânus não se auto lubrifica naturalmente.

Comece a massagear o exterior e o interior de sua abertura anal, depois, lento e suavemente, insira seu dedo ou plug anal em seu ânus.

Alterne entre um movimento circular e um movimento de vai-e-vem à medida que você penetra em seu ânus. Vá mais rápido até o prazer começar a crescer e você sentir que vai gozar. 

ORGASMOS COMBO

Muitas pessoas relatam orgasmos incríveis ao estimular a vagina e o clitóris ao mesmo tempo.

A brincadeira do combo intensifica o prazer ao estimular todas as partes sensíveis de seus órgãos genitais. Toque e esfregue suas zonas erógenas enquanto estiver se masturbando para uma experiência única – e com todo o seu corpo. 

Você pode usar ambas as mãos ou uma combinação de dedos e vibrador para estimular o clitóris e a vagina durante a siririca. 

Solte suas feras! Use ritmos paralelos ou opostos quando brincar com seu clitóris e vagina ao mesmo tempo. Até mesmo considere a possibilidade de alternar a velocidade entre os dois (pense em dedos rápidos, penetração lenta).

É tudo uma questão de experimentação! Quando se trata de estimular suas zonas erógenas, brinque com vários toques (pense em esfregar, puxar ou beliscar) com seu vibrador para saber como você gosta de sentir prazer. 

5 POSIÇÕES PARA TOCAR UMA SIRIRICA

A masturbação não tem que ser chata! Você pode usar posições diferentes para aumentar o prazer durante sua sessão de auto amor. 

Aqui estão algumas dicas para experimentar:

DEITE-SE DE COSTAS

É claro, deitar de costas pode parecer antiquado, mas quando se trata de estimular seu clitóris, nenhuma posição é melhor.

Enquanto estiver de costas, com uma almofada presa debaixo da cabeça, abra suas pernas e dobre-as nos joelhos. Comece a esfregar seu clitóris. Você pode ir devagar ou rápido, com muita pressão ou sem nenhuma pressão – o que for bom para você.

TENTE AGACHAR

Se você estiver procurando por um orgasmo explosivo, a posição de agachamento é uma boa pedida. O agachamento facilita a localização de seu ponto G, que é cerca de 2 a 3 polegadas dentro de seu canal vaginal.

Agache-se com os calcanhares perto ou tocando a parte de trás das coxas. Então, comece a deslizar seus dedos ou vibrador interno para dentro de sua vagina, movendo mais profundamente à medida que você avança.

DE QUATRO

Quando se trata de anal, de quatro pode ser uma ótima posição. 

Ela te dá o espaço necessário para inserir seus dedos ou um brinquedo no seu ânus com  uma mão enquanto se esfrega com a outra.

Fique de quatro, depois coloque seu rosto para baixo na cama ou no chão para que seu dorso fique mais alto no ar.

Coloque um braço nas costas para alcançar seu ânus enquanto coloca seu outro braço embaixo do corpo, para que você possa tocar seu clitóris.

POR CIMA 

Coloque seu vibrador interno favorito em sua cama e abaixe-se até encontrar uma sensação que você gosta – seja penetração, clitóris, ou ambos.

Talvez 

você precise usar suas duas mãos para firmar seu vibrador. Monte nele o mais rápido ou o mais devagar que quiser. Ao mesmo tempo, esfregue seu clitóris ou brinque com seus mamilos.

NO ESPELHO

Se olhar no espelho se masturbando é uma ótima maneira de realmente descobrir seu corpo e o que o excita.

Sente-se em frente a um espelho com um tubo de lubrificante. Despeje o lubrificante por todo o corpo – seus seios, barriga, coxas internas e vulva – e comece a deslizar suas mãos sobre estas zonas erógenas.

Beliscar, apertar, puxar, puxar, esfregar – faça o que for bom e preste atenção ao que realmente que te excita. 

USE TODOS OS SENTIDOS

Uma sessão de masturbação não precisa excluir as preliminares. Em vez de pular direto para se tocar, por que não começar devagar e deixar seus outros sentidos despertarem?

SE VOCÊ CURTE O ERÓTICO

As histórias eróticas são divertidas de ler, mas também permitem que você descubra seu lado sensual e sexual.

A literatura erótica incentiva você a fantasiar e descobrir os prazeres sexuais de uma forma segura e divertida. Confira no nosso blog contos eróticos.

DIVIRTA-SE

A masturbação é uma maneira divertida, sexy e segura de explorar seus desejos e aprender o que o que te excita.

Além disso, há tantos benefícios à saúde para o seu autoprazer (Redução do estresse! Melhor sono! Liberação sexual!) que não há motivo para não procurar bater umazinha pelo menos uma vez por semana.

Se você é nova nisso, tudo bem também. Não existe maneira certa ou errada de se masturbar, portanto, reserve um tempo para descobrir seu corpo.

Continuação…

Levantei da cama nervoso e olhei incrédulo pra ele. Não podia acreditar que ele tinha me beijado. Mas que porra é essa?! Ele levantou e foi se aproximando, sério.

– To louco sim Biel…eu só posso tá, mas hoje.. só por hoje eu não quero me importar com nada que não seja eu e você. Eu precisava fazer isso antes de ir embora…ver qual é…
– Ver o que?! Ta doido? Eu gosto de mulher, e você até onde eu saiba também. Isso ta errado, cara!
– Vai dizer que não sentiu nada? Que não quer? Biel, vamos nos permitir..esquecer da realidade que nos prende.
Ele se aproximou mais quase me encostando na parede.
– Bernardo..cara..isso é efeito do álcool..a gente não pode..
– Shiii..não fala mais nada…
Ele me encostou na parede, passou a mão no meu rosto, o dedo deslizou na minha boca, pra logo em seguida seus lábios tomarem os meus novamente. Primeiro uma sugada de leve, experimentando, aproveitando o momento. Meus olhos se fecharam e institivamente o abracei. Minha cabeça girava pelo efeito da vodka, mas muito mais por causa do turbilhão de sentimentos que estava sentindo naquele momento. Como dizem, só preciso de uma fagulha pro fogo se alastrar e com isso o beijo foi aumentando a intensidade. Logo era eu que o estava imprensando na parede, nossas bocas se devorando famintas, num beijo mais gostoso que eu já tinha provado. A língua dele explorava o interior da minha boca com suavidade, se enroscando na minha, enquanto as mãos deslizavam soltas pelo corpo de cada um. Eu apertava sua cintura, trazendo-o pra mais perto de mim fazendo com que nossos quadris se espremessem. Confesso que foi estranho pra mim sentir o pau duro do meu melhor amigo pressionar o meu, mas só serviu pra nos incendiar ainda mais. Suas mãos entraram por dentro da minha blusa e arranhavam minhas costas, me provocando arrepios. Puxei seu cabelo pra trás e mordi seu queixo, descendo pelo seu pescoço, arrancando gemidos baixos dele. Ele tirou a minha blusa e começou a beijar todo meu peitoral, demorando-se nos meus mamilos. Passava a língua, puxava com os dentes de leve me deixando louco. Foi descendo pela barriga, mordendo, dando pequenos chupões e quando chegou na minha bermuda, me olhou com uma cara safada e a desabotoou. Senti meus músculos do ombro se enrijecerem de tensão, a medida que ele abaixava a peça de roupa, me deixando somente de cueca. Passou a mão e apertou o meu pau por cima do tecido, que estava duro que nem uma rocha. Ele foi abaixando devagar, até que minha rola pulou pra fora, batendo forte na minha barriga. Ele aproximou o rosto.
– Be, o que você vai fazer?
– Foda-se Biel…
Ele disse rindo, pegando a garrafa de vodka e despejando o liquido em cima do meu pau. Em seguida passou a língua da base até a cabeça, fazendo eu revirar os olhos. Colocou a cabeça na boca e sugou com força, me fazendo gemer segurando seus cabelos. Chupava desajeitado, às vezes encostando os dentes, mas fazia com tanta vontade que eu poderia ir a lua com aquela sensação. Meu quadril mexia devagar, fodendo a boca dele de leve enquanto ele apertava minha bunda. Comecei a sentir o gozo se aproximar e o puxei pra cima, beijando a sua boca e com isso sentindo o gosto da minha própria rola ali. Que surreal isso. Engolia a boca dele, enquanto ele mesmo se livrava das suas peças roupas. Senti sua pele quente contra minha, causando arrepios em mim e nele.
Ele deitou na cama e colocou as mãos atrás da cabeça e ficou me olhando. Seus olhos percorriam meu corpo da cabeça aos pés, enquanto eu em pé o olhava, nu naquela cama, sem acreditar no que estava acontecendo. Ele sorriu e falou:
– Não pensa Biel…não agora. Vem.
E eu fui, levado por movimentos que não tinha controle algum. Me deitei por cima dele, entre suas pernas que abriram naturalmente para que eu me encaixasse melhor. Puxou o meu rosto e me beijou, com a boca cheia de vodka passando o liquido pra minha boca, fazendo com que eu bebesse com ele. As caricias aconteciam sem que pudéssemos controlar. Eram fortes e com certeza deixariam marcas em nossos corpos, mas quem estava se importando naquela altura do campeonato? Meu pau babava tanto que o liquido escorria pelo mesmo. Ele segurou meu pau e começou a pincelar o seu buraquinho com ele. Mordeu os lábios com os olhos fechados.
– Vem Biel, eu to pronto.
– Mas Be…eu não sei fazer isso…eu nunca.. só com menina…
– Eu também não, mas a gente já chegou até aqui…deixa que nossos corpos falem por nós. Eu quero, quero muito você dentro de mim. Vem, caralho!
Ele disse me puxando, fazendo com que eu o beijasse com um furor louco. Abri mais as pernas dele, levantando elas um pouco, sem tirar os meus lábios dos dele. Segurei meu pau que estava bem lubrificado devido ao pré gozo e comecei a forçar. Não entrava por nada. Ele ajudou abrindo a bunda com a mão e depois de um tempo só forçando a cabeça entrou. Ele se contraiu na hora, fazendo uma careta de dor. Fiquei parado por um momento e tirei de novo. Lubrifiquei mais com saliva e coloquei novamente. A cabeça entrou mais fácil, mas pela feição dele, estava doendo muito. Fui colocando devagar. Centímetro por centímetro, enquanto beijava com carinho seu rosto, apertava a sua mão. Depois de tirar algumas vezes e colocar outras, entrou tudo. Não é pequeno e nem fino, então toda paciência era necessária. A gente nem sabia o que estava fazendo, nos entregamos ao momento. A vodka com certeza ajudou, porque por mais que ele estivesse reclamando de dor, a bebida amenizou bastante. Depois de um tempo parado, mexendo de leve o quadril com meu pau todo enterrado dentro dele, ele falou baixinho no meu ouvido.
– Me fode.
Não precisava falar mais nada. Lentamente tirei até a cabeça e tornei a enfiar, devagar, pra depois ir aumentando o ritmo naturalmente, a medida que os gemidos ficavam mais urgentes. Ele mordia meu ombro com força, enquanto suas unhas cravavam na minha bunda fazendo eu enterrar cada vez mais. O suor dos corpos se misturavam, olhava nos olhos dele enquanto o fodia gostoso, vendo a sua cara de dor e prazer.
– Vai Biel, porra! Ahhh Fodeee Aiiii caralhoo Ahhhh Aiiiiiii você ta me arrebentandoo Ahhh
– Sentee caralhooo.
Olhei nos olhos dele e vi sua boca formar em palavras “eu te amo”, mas sem som algum. Beijei sua boca ainda com mais paixão. Sentia o pau dele esfregar contra a minha barriga, deixando ela melada com o liquido que saia dele e fui aumentando o ritmo. Segurei seu membro e comecei a punhetar na mesma velocidade que o comia. Sentia o gozo se aproximar e segurava ao máximo, punhetando ele gostoso, fazendo seu pau pulsar na minha mão. Os gemidos dele foram ficando mais altos e guturais, suas unhas cravadas nas minhas costas, até que senti seu cu contrair violentamente meu pau. Os jatos de porra que saíram dele foram no seu queixo, peito e melou minha mão por completo. Aquelas contrações deliciosas, os gemidos dele enquanto se contorcia de prazer embaixo de mim, fizeram eu gozar tão forte que poderia ter perdido os sentidos. Eram tantos jatos que saiam de mim, que poderia ter inundado ele por dentro. Enfiei a cara no travesseiro ao lado da cabeça dele e soltei um urro que poderia ter acordado a casa inteira. Meu corpo todo tremia e a respiração falhava. Desabei por cima dele completamente sem folego. Sentia o coração dele disparado contra meu peito e sua respiração também ofegante. Foram vários minutos em silêncio até que conseguíssemos nos recuperar. Rolei para o lado da cama e fiquei de olhos fechados. Na verdade eu tinha medo de abrir e dar de cara com a realidade. E se aquilo tivesse sido um sonho ou pior, nossa consciência nos assaltasse de imediato e víssemos a merda que tínhamos feito? O meu corpo tava todo melado e sentia ele deitado do meu lado, mas ele também nada dizia. Resolvi quebrar o silêncio:
– Bernardo, isso que aconteceu..
– Não fala nada Biel.. Não vamos estragar esse momento..
Fechei meus olhos e senti ele se aproximar mais e se aconchegar a mim. Não queria pensar na doidera que tinha acontecido, nem como seria o dia de amanhã. Adormeci sob o efeito do álcool e do cansaço que aquela foda tinha causado.
Acordei no dia seguinte com uma puta dor de cabeça. Estava só na cama e por um momento achei que aquilo tudo pudesse ter sido fruto da minha imaginação louca. Olhei pra cama e vi a mancha de sangue misturado com porra seca e me dei conta que não tinha sido um sonho. Olhei pro meu próprio corpo nu, cheio de marcas de arranhões e secreções secas, e viajei em pensamento até a noite anterior. Só de lembrar meu pau já estava em ponto de bala novamente, mas eu estava zonzo demais pra qualquer coisa. Levantei com dificuldade, segurando a cabeça e tropecei na garrafa de vodka vazia no chão. Nossa, bebemos demais. Coloquei uma bermuda e fui até o banheiro. Tomei um banho demorado, lembrando dos momentos da noite anterior. Não sabia ao certo o que pensar, nem como aquilo tudo tinha acontecido, mas eu tinha absoluta certeza que eu jamais iria esquecer aquela noite e ela podia ter mudado minha vida totalmente. Sai do chuveiro e me enxuguei na frente do espelho, parei e passei a mão de leve em cima das marcas arroxeadas que começavam se formar no meu peito, braços, barriga. Virei de costas e vi vários arranhões, e inconscientemente sorri. Que doidera.
Fui pro quarto e pus uma roupa. Olhei pro meu celular, mas não constava nenhuma ligação ou mensagem dele. Resolvi ligar pro seu, mas estava desligado. Liguei pra sua casa e sua mãe me informou que ele já tinha ido pro aeroporto e quase perdeu o avião. Senti um aperto no peito. Ele poderia ter deixado um bilhete, ter me acordado, me mandado uma mensagem…sei lá. Estranho pensar que ele não se despediu de mim, sendo que eu sabia que o que aconteceu naquela noite tinha sido uma espécie de despedida, só não que seria a ultima.
Mandei uma mensagem pra ele, pedindo que assim que ele chegasse lá, falasse comigo. Passei o dia pensando em tudo aquilo e olhando ocasionalmente pro celular sem que houvesse resposta. Depois dessa mensagem, eu mandei outras. Todas pedindo noticias, alegando preocupação e até mesmo saudade. Mandei e-mails, tentei ligar, mas ele nunca respondia. Perguntava pra sua mãe sobre ele, e ela me respondia que ele estava bem, mas não entrava em detalhes. Então por que ele não respondia minhas mensagens? Depois de quase um mês de insistência, angustia e desespero, ele me respondeu:
“Gabriel,
Esquece o que aconteceu. Cú de bêbado não tem dono e já até esqueci daquela noite bizarra. To muito bem instalado aqui e não vou voltar mais pro Brasil. Nossa amizade foi boa enquanto durou. Não se dê o trabalho de responder, pois eu não irei. Seja feliz. Bernardo.”
Fiquei olhando aquela mensagem no meu email sem acreditar no que via. O que?! “Nossa amizade foi boa enquanto durou”? “Não vai voltar”? Que loucura é aquela? Nem parecia a mesma pessoa, o meu melhor amigo que durante tanto tempo foi minha sombra, meu maior companheiro. Eu não queria que nada daquilo tivesse acontecido, foi ele quem quis e agora fala pra eu esquecer? Bem que eu queria, mas simplesmente não conseguia. E ainda por cima estava me expulsando da vida dele como se eu não fosse nada. Eu não podia acreditar, então eu li e reli aquela mensagem por dias, semanas até me convencer.
Passei meses amargurado, triste e solitário. Foi muito difícil voltar a sair com a mesma turma, começar ver colorido nas coisas de novo. Sentia nojo de mim por ter me deixado levar por ele naquela noite e pelo sentimento que acabou sendo plantado em mim.
Dois anos se passaram. Durante esse tempo, fui enterrando os meus fantasmas um a um. Passei no vestibular para educação física e conheci a Jaqueline, uma menina muito legal e linda que comecei a ficar e depois de um tempão, resolvi enfim namorar. A gente se dava super bem e formávamos um casal bonito, como todos diziam.
Meu corpo se desenvolveu, ganhando novos músculos. As pernas engrossaram assim como os braços ficaram bem torneados, a barriga levemente trincada com gominhos aparentes. Tatuagem nos braços, uma barba rala e os cabelos lisos que quase sempre caem na minha testa, mostrava a diferença dos anos. Jaqueline era uma namorada ciumenta, mas eu sempre fui um cara sossegado e não dava trabalho. Me alternava entre a faculdade, o estágio numa academia muito conceituada e ela e meus amigos. Era a mesma galera de sempre e eu me sentia muito feliz com eles. Às vezes ouvia um comentário ou outro sobre o Bernardo, mas ignorava. Saia de perto e não queria saber nada sobre ele. O Kadu se tornou um grande camarada nesses dois anos. Me ajudou mesmo que inconscientemente a me reerguer. A gente sempre saia juntos, curtia as baladas e muitas vezes eu não sabia qual era a dele. Via ele pegar mulher e tal, mas ao mesmo tempo ele deixava algo no ar com alguns caras, mas eu nunca perguntei e ele também nunca falou nada. A amizade que me interessava. A vida sexual dele era problema dele.
Viajei com a Jackie e voltei no dia de uma grande festa que teria na cidade. Não deu nem tempo de trocar de roupa. Deixamos a bagagem no carro e fomos encontrar os meus amigos. Meu celular ficou boa parte do tempo fora de área, mas eu sabia que eles estariam lá e não foi difícil encontra-los. Sentamos na mesa com eles e começamos a aproveitar a noite. A festa estava cheia, e a nossa amiga que estava organizando estava muito satisfeita. O DJ era top de linha e a pista estava sempre cheia. Lá pelas tantas fui ao bar pegar mais uma rodada de bebidas e enquanto esperava o garçom preparar os drinks, senti uma mão no meu ombro. Quando virei sorridente pra ver quem era, senti um choque ao perceber que se tratava do Bernardo. Meus olhos se arregalaram e meu sorriso morreu nos meus lábios, deixando a minha boca entreaberta. Ele olhou bem nos meus olhos e disse:
– Oi Gabriel.

Não sou viado, mas…

Meu nome é Gabriel. Tenho 20 anos e estudo educação física. Não tenho grandes atributos físicos, mas não posso reclamar do meu corpo. Tenho 1,85m, sou moreno claro quase branco, cabelos castanhos assim como os olhos, corpo definido pelas atividades físicas que eu faço, mas sem exageros.


Que porra é essa eu não sou viado mas

Vou tentar ser o mais detalhista possível na historia que vou contar, mas confesso que não tenho muita paciência pra enrolação. Nem aqui, nem na vida. Tudo começou há uns três anos atrás. Conheci o Bernardo na escola e fizemos todo o segundo grau juntos. Não demorou para nos tornarmos inseparáveis como é comum nessa idade. Tínhamos um grupo de amigos muito animado e vivíamos sempre juntos, seja em festas, churrascos, peladas, torneio de vídeo game. Nunca tivemos segredos um com outro. Sempre que ficávamos com alguma garota, ou rolava algo mais quente ele era a primeira pessoa com quem eu ia falar. Assim perdemos a virgindade quase que simultaneamente, pegamos quase todas as gatinhas da nossa sala e tínhamos a adolescência típica de qualquer garoto.
O Bernardo era um cara bonito. Não tinha uma beleza sensacional, mas seus cabelos castanhos faziam um topete natural que lhe dava um charme. Os olhos castanhos esverdeados eram expressivos e seu sorriso era de um menino travesso. Era mais baixo e mais magro do que eu, mas como também gostava de esportes tinha um corpo bacana.
A gente nunca teve frescura um com outro. As brincadeiras eram as mais agressivas e muitas vezes safadas. Apertar a bunda, o pau, segurar por trás era comum e rendiam bons socos e cascudos. Não via nada de errado com isso e nunca me preocupei com a minha sexualidade. Tinha pela consciência que gostava de mulher e nunca vi nenhum homem com outros olhos. Muitas vezes dormíamos na casa de um ou de outro, ficávamos pelados sem vergonha alguma e a nossa intimidade era total. As vezes reparava umas olhadas do Bernardo para o meu corpo, mas não pensava mal disso. Muitas vezes eu mesmo reparava nele, alegando a mim mesmo curiosidade de comparação e tal. Tínhamos 17 anos e estávamos naquela indecisão do que prestar vestibular. Ele estava namorando uma menina do colégio há pouco tempo, porém não parecia estar apaixonado por ela. Eu ficava de vez em quando com uma menina que tinha conhecido numa balada, mas nada de sério. Não tinha muita paciência pra me amarrar em ninguém.
Estavamos lá em casa fazendo um trabalho para escola quando ele falou:
– Caralho Biel, to no maior tesão. Poe um vídeo ai pra gente bater uma.
Ele falou apertando o pau por cima da bermuda. Olhei pra ele serio.
– Aquela sua namorada não ta te satisfazendo não? Parece até que ta na seca.
– Ah, se sabe como é. Fresca..Eu tenho um fogo do caralho. Vai, poe ai, bate uma comigo.
Confesso que nem tava pensando nisso, mas me excito rápido, então pus um vídeo no note para vermos. Mal começou a esquentar o filme, ele já sacou o pau pra fora e começou a punhetar. Fazia movimentos suaves, mas firmes naquele membro que deveria ter uns 17 cm. Era uniforme, grosso com a cabeça arroxeada. Tirei o meu também, e fiz o mesmo que ele, cadenciando os movimentos. Não demorou para aquele liquido pré gozo sair e então eu o espalhava e continuava a punhetar, olhando para a tela do computador.
– Nossa, Biel, parece que seu pau ta maior.
– Ta a mesma coisa.
– Faz um estrago isso aí.
– Nunca ninguém reclamou.
Falei sem tirar os olhos do filme. Vi que ele começou a acelerar os movimentos da mão, gemendo baixo e não sei porque, diferente das outras vezes que fizemos isso, um tesão absurdo começou a tomar conta de mim. Queria ver a sua cara de prazer, mas não tinha nada a ver. Sentia seu braço roçar no meu e aquilo começou a me causar arrepios. Sabia que ele estava olhando pro meu pau, mas tinha medo de confirmar. Meus movimentos foram se acelerando a medida que os dele também. Sentia meu pau inchar na minha mão e o segurava firme, fazendo um vai e vem muito gostoso. Fechei os olhos ouvindo os gemidos dele, viajando naquela situação, quando ele gemeu mais urgente. Senti algo quente atingir meu braço e vi que era a porra dele, branca, espessa. Acordei do transe que estava.
– Porra Bernardo! No meu braço, caralho?
Esbravejei, levantando da cama. Guardei meu pau na bermuda e fui até o banheiro. Tranquei a porta e fui abrir a torneira, mas parei olhando aquele liquido viscoso no braço. Meu pau doía de duro, então institivamente coloquei ele pra fora e voltei a punheta-lo. Peguei aquilo no meu braço com a ponta do dedo e esfreguei no meu pau, lubrificando ainda mais, agora com a porra com do meu amigo. Aquilo me alucinou de um jeito que os jatos que sairiam de mim foram longe. Me contorci em um orgasmo intenso, contendo os gemidos para que ninguém ouvisse. Depois que me restabeleci, me lavei e pensei naquilo. Que estranho…sentir tesão com aquela situação. Voltei para o quarto e encontrei ele de volta aos estudos.
– Olha Biel, foi mal cara. Não queria ter te sujado.
– Tudo bem Be. Bora terminar esse trabalho.
– Mas você não gozou.
– É..é..gozei sim, terminei no banheiro.
Ele me olhou com uma expressão marota e eu fiquei muito sem graça, olhando de volta para os livros, tentando esquecer momentos atrás.
Assim voltamos a estudar e eu não pensei mais nisso.
Um dia na escola, vi que ele estava meio estranho. Cheguei perto dele e perguntei:
– O que foi Be, brigou com a Larissa?
– Não..
– Então, o que ta pegando?
– É que meus pais cismaram que eu devo fazer um intercambio, que será muito bom pra mim. Eu até era bem empolgado com a ideia, mas agora que já ta tudo certo não sei se quero ir.
– Como assim tudo certo? Quando? Onde? Quanto tempo?
– Ohio, Estados Unidos. Um ano provavelmente, e devo partir assim que o semestre acabar.
– Que? Isso é daqui a dois meses!
– Pois é… Eles acharam um bom pacote e já até fecharam. Devia estar feliz, mas não estou.
“Nem eu” eu pensei, mas não falei. Simplesmente afundei na cadeira sentindo-me terrivelmente triste. Eu sei que seria legal pra ele, mas ficar longe do meu melhor amigo era estranho pra mim. Sentia meu peito apertado, mas tentei disfarçar ao máximo. Levantei inventando uma desculpa qualquer e corri pra casa. Me sentia triste, mas sabia que teria que me acostumar com aquela ideia.
O tempo foi passando e a gente tentou aproveitar todos os momentos como se fossem os últimos. Íamos às baladas, festas, jogávamos vídeo game sempre que dava. As vezes pegava ele me olhando e sorrindo em seguida. Para não perder o habito, o empurrava e nos dois caiamos na gargalhada. Sabia que ele estava pensando a mesma coisa que eu. O quanto sentiria a minha falta, assim como eu sentiria dele.
Na véspera da viagem, passamos o dia todo juntos. Jogamos bola, arriscamos manobras de skate e quando chegamos na minha casa estávamos exaustos. Deitamos lado a lado na cama, ouvindo a musica da playlist do note.
– Passou rápido né? Daqui há algumas horas vou estar a quilomentros de distância, vivendo de forma completamente diferente.
Ele falou olhando pro teto.
– Ta com medo?
Perguntei também olhando pro teto.
– Um pouco, mas é normal ne? Vou ta sozinho e longe de…todos que eu gosto.
– É..
Eu disse triste.
– Você bem que podia juntar uma grana e ir me visitar nas férias. Ia ser foda. O que você acha?
– Vou tentar. E a Larissa?
– Ah sei lá. Não acredito em relacionamento a distancia e na real nem to muito preocupado com isso. Acho que vou sentir mais a sua falta.
– Claro que vai, seu viado.
Falei rindo, mas me sentindo bem em ouvir aquilo.
– Olha o que eu trouxe pra nossa despedida.
Ele falou, tirando da mochila uma garrafa de vodka. Achei graça, porque nenhum de nós era muito acostumado a beber, mas não vetei. Era o ultimo dia dele, iria fazer o que ele quisesse fazer. Começamos a beber e logo ficamos alegres. Ele falava que ia passar o rodo nas americanas e fazer todo tipo de putaria. Eu ria, mas sentia uma estranha sensação no peito. Como se fosse uma angustia que não saberia explicar. Já estava meio zonzo quando ele se virou de lado na cama, olhando pra mim e falou.
– Mas zueira a parte, é de você que vou sentir mais falta.
– Eu sei viado, também vou sentir muito a sua falta.
Eu disse rindo meio sem graça.
– Eu to falando serio Biel…Eu não queria ir por sua causa. Sei lá..eu não sei explicar, mas…eu não queria ficar longe de você..
– Acho que se ta ficando bêbado.
– To..mas era isso mesmo que eu queria. Tomar um ultimo porre com meu melhor amigo. Passar esses momentos com você e a bebida é só uma desculpa pra eu fazer o que eu nunca tive coragem.
– Do que você ta falando, Be?
Ele se aproximou devagar, olhando fixo nos meus olhos. Podia sentir seu hálito de vodka misturado a halls que estava na sua boca. Fiquei paralisado sem entender o que estava acontecendo, mas sem querer me mexer. A boca dele parou a poucos centímetros da minha.
– Disso…
E então colou os lábios aos meus. Era como uma descarga elétrica tivesse percorrido meu corpo. Sua boca era macia, quente e envolvia a minha suavemente sem se mexer, como que esperando uma reação minha. Por alguns milésimos de segundo eu não me movi. Sentia e somente sentia aquilo, mas quando a língua dele tentou entrar na minha boca, o empurrei com tudo.
– Bernardo, você ta louco?! Que porra é essa?!
….Continua

Aprenda como levar seu parceiro a loucura ao bater uma punheta para ele!

“A prática leva a perfeição”, é com essa famosa e conhecida frase que este artigo se inicia para dar dicas sobre como bater uma punheta bem gostosa a ponto de fazer seu parceiro pirar! Você tem tido dificuldades no assunto ou quer apenas dar um up na técnica?

Independente da sua resposta é importante lembrar duas coisas:

1 – Você pode precisar bater uma punheta para estimular mais o parceiro na hora H, ou pode recorrer a este toque quando vocês não puderem ir mais além do que isso;

2 – Ele sempre bateu punheta, possivelmente desde muito jovem, e é claro que por isso ele alcança o orgasmo mais rápido estando sozinho.

Agora que você já sabe quais são as premissas mais básicas do assunto, é hora de continuar a leitura para descobrir mais sobre como bater uma punheta de verdade. O que você pode usar para estimular ainda mais o parceiro? Quais as melhores posições sexuais para bater uma?

7 Dicas sobre como bater uma punheta

Se você quer ser notada na hora de bater uma para o parceiro é claro que você precisa se dedicar um pouco, certo? No geral, você já tem uma boa ideia sobre como bater uma punheta, não é mesmo? Ainda assim, sempre é possível melhorar por isso a seguir estão listadas algumas boas dicas sobre o assunto.

Veja um passo a passo bem simples e bem completo para aproveitar mais na hora da punheta:

1.   Deixe a pressa de fora

O primeiro ponto importantíssimo de apontar quando o assunto é saber como bater uma punheta é que você não pode ter pressa.

Em resumo, o prazer exige tempo e dedicação, por isso não faça nada correndo ou na expectativa que acabe logo. Pelo contrário, queira ver o prazer no olhar do parceiro e com certeza o resultado será melhor e muito mais excitante.

2.   Não se inspire apenas nos filmes pornôs

Muitas mulheres começam a se inspirar em filmes pornôs quando querem agradar seus parceiros, todavia isso nem sempre dá certo por vários motivos. Por exemplo, algumas cenas que estão disponíveis nesses filmes não são literalmente feitas daquela forma.

Como há muita edição por trás de cada pornô, torna-se praticamente impossível copiar uma cena tendo o mesmo sucesso. Sendo assim, para não correr riscos, abandone tais inspirações;

3.   Teste várias posições

O homem bate punheta desde cedo em uma só posição e quando você for assumir a vez é bem possível que ele se espante ao ver o mundo de possibilidades disponíveis para serem postas em prática, já que você pode bater uma para ele de várias formas.

As principais posições para testar são com ele sentado – que tal bater uma punheta pra ele no carro? Ou ainda em pé quando vocês estiverem, por exemplo, no chuveiro tomando um bom banho? Vocês também podem aproveitar momentos na cama para uma boa punheta.

4.   Varie os movimentos e velocidades

Outra dica muito importante quando o assunto é saber como bater uma punheta é que para ter graça é indispensável variar bastante nos movimentos e nas velocidades, por isso nada de manter um único padrão do começo ao fim, certo?

Conforme a excitação for surgindo varie. Em determinados momentos aperte um pouco mais o pênis do parceiro, em outros dê uma afrouxada. Acelere o ritmo ou diminua conforme o que você e ele querem. É pra ir até o fim deixando-o gozar? Se sim, vá em frente sem dó!

5.   Não abra mão de um bom lubrificante ou gel

Agora, se você quer sucesso, muito tesão e prazer durante a punheta, com certeza não deverá deixar de fora o uso de um lubrificante ou de um gel funcional e sabe por quê? Assim como na transa, esses produtinhos garantem o conforto e dão muito mais tesão! Use sem dó!

Os géis podem ser do tipo esquenta e esfria para intensificar ainda mais o momento. Podem ser ainda excitantes que ajudam a preparar o pênis para tudo aquilo que vem depois.

6.   Use alguns brinquedinhos eróticos

Quer fazer com que o parceiro viva um momento ímpar, uma experiência marcante e incrivelmente prazerosa? Então pense também em acrescentar alguns brinquedos eróticos a este momento a dois!

Para eles o ideal mesmo é acrescentar masturbadores masculinos tais como o famoso Teng Egg que atua diretamente nas “bolas” do parceiro. Há ainda opções de vibrador masculino que o farão ir diretamente as alturas.

7.   Repare nas expressões dele

A última dica é talvez a mais importante também: Repare nas reações e expressões do seu parceiro a cada toque! Afinal, só assim você poderá saber com certeza se ele está gostando, se está aproveitando e se está indo diretamente para as alturas!

Observar as expressões fará com que você aprenda muito sobre como aproveitar o tempo a dois que vocês têm passado juntos. Com o tempo, caso seja uma relação duradoura, você tirará de letra como enlouquecê-lo já que cada um tem suas preferências, não é?

Dica bônus: Estimule também seu corpo enquanto bate uma

Antes de encerrar este artigo sobre como bater uma punheta é importante ressaltar ainda que enquanto você se dedica a ele você também pode aproveitar para estimular o seu próprio corpo. Que tal usar uma das mãos para ir dando aqueles “cliques” no seu botãozinho?

O clitóris é uma das partes responsáveis pelo nosso prazer e você pode estimular a região enquanto deixa o parceiro completamente envolvido e louco! Outras opções para este momento são o uso de vibradores e até mesmo plugs.

Se gostou das dicas que foram dadas sobre como bater uma punheta aproveite para conhecer os produtinhos eróticos mencionados neste artigo agora mesmo diretamente com a Mesonhot_ Que tal começar pelo Tenga Egg pra deixar o companheiro pirado?

Me descobri bi

Já faz alguns anos que decidi mudar fisicamente, entrei para a academia, sempre levei muito a sério, sem muitos sorrisinhos, chegava, fazia minha série e ia embora, com o passar do tempo comecei a observar as pessoas ao meu redor, alguns com corpos malhados, outros em frente ao espelho se observando a cada série, tem os que formam pequenos grupos de risos e conversas, mas nada disto me atraia, seguia firme no meu propósito, adquirir belas curvas.

Conforme meu corpo ia se moldando, minha auto estima ia melhorando, passei a usar shorts mais curtos e top, as vezes macacão que delineava minhas curvas, comecei a me preocupar mais com minha aparência, prendia meus cabelos no auto da cabeça em um belo coque, delineava os meus olhos realçando sua cor clara.

Sempre lia que exercícios liberavam hormônios, enforfina , oxcitocina, e agora comecei a entender, meus olhos já procuravam através dos espelhos, corpos que me atraísse, sempre tive uma queda por mulheres bonitas. Nunca tive experiência bi, mas sempre tive vontade de experimentar uma boca feminina, imaginava tanto que por vezes acabei sonhando e acordei toda molhada, isso fez crescer mais ainda a minha curiosidade.

E foi assim que conheci a Julia, ela passou por mim entre um aparelho e outro, me deu um sorriso travesso, seu olhar me desestruturou, logo percebi que ela era diferente, tinha músculos definidos, sem maquiagem, mas um corpo de dar inveja em qualquer um, apesar de ela não ser totalmente feminina, ela era sexy.

Nossos encontros foram cada vez mais seguido e por fim percebi que eu já a estava procurando, derrepente por uma semana eu não a vi mais, e fui ficando agoniada, meu desejo já estava me deixando maluca, então pedi informação dela na recepção e falaram que ela havia feito uma cirurgia e eu nem pensei quando pedi o número de telefone dela, o que me deram de pronto, sai dali e mandei uma mensagem para ela perguntando como estava, ela sem entender nada me disse estar bem.

Então me dei por conta que não havia me identificado, falei meu nome, dei minha descrição e ela disse sim, estou vendo sua foto, aliás tão linda quanto lembro, e se quiser vir me ver, estou louca por tua visita. Na sequência ela me manda a localização me convidando, e finalizou, estou te esperando.

Parei de pensar derrepente, eu só queria estar com ela, ver ela. Tomei meu banho na academia, passei meu perfume preferido e fui ao encontro dela, para minha surpresa, ela me recebeu sosinha e bem! Eu fiquei sem entender nada e perguntei você não se operou? Ela sim, extrai um ciso! Nesta hora rimos, eu por estar lá preocupada e ela por ver que eu estava afim.

Ela me convidou para entrar e sem rodeios me beijou, e como eu já esperava por isso a tempos a correspondi ferozmente, apalpei sua bunda que por sinal, era durinha, seu beijo despertou em mim uma sensação que nunca havia sentido, sua boca era macia, molhada, sua língua sabia o momento certo de invadir a minha, eu estava entregue aquela mulher gostosa, estava pronta para ela, podia sentir minha calcinha encharcar. Ela me colocou sentada sobre a bancada da sua cozinha, retirou minha calcinha e caiu de boca, primeiro lambendo as laterais da minha virilha, sua língua explorava cantos que eu nem sabia que tinha, eu só sentia, eu tremia inteira, enquanto sua língua invadia minha bucetinha molhada, seus dedos me tocavam deliciosamente, então ela começou a me tocar mais forte me olhando nos olhos, vez que outra me beijava, eu já estava pronta para gozar quando ela me disse não, sosinha não. Me pegou pela mão e me conduziu a sua cama, retirou toda a minha roupa e eu a dela, então eu vi o quanto gostosa era ela, seu clitóris avantajado saltavam aos meus olhos, então me ajoelhei em frente dela e comecei a sugar ela, ela segurava meus cabelos acariciando a minha nuca, o que me causava leves Arrepios, sua bucetinha soltava um mel delicioso, eu lambia tudo, não queria perder nada.

Ela me puxou contra ela, e mais uma vez nos beijamos, eu sempre tive o desejo de sugar os seios de uma mulher para entender por que os homens amam tanto e desci até os dela, que estavam durinhos, lambi eles deliciosamente e suguei só a pontinha sem morder ou puxar, eu mama nela e ela se contorcia gostoso.

Então nos deitamos lentamente e entrelaçados nossas bucetinhas molhada, entre beijos ardentes e o vai e vem roçando nossos clitóris alcançamos um orgasmo alucinante juntas, estavamos tão molhadas que acabamos molhando toda a sua cama.

Eu me deitei do lado dela atônita, pensando Carvalho eu sou casada o que fiz? E ela veio e me beijou e disse quero você de novo. Então recomeçamos tudo de novo, e de novo até que adormeci nos seus braços.

Aventura sexual com estranhos numa praia

Meu marido adora uma aventura sexual e sempre busca coisas para apimentar nossa relação, por isso um dia ele estava com uma ideia fixa de me ver transando não só com um cara, mas com vários. No começo eu não gostei muito disso, mas ele insistiu tanto que prometi pensar com carinho e ver se eu teria coragem de curtir essa ideia nova, então comecei a ver vídeos na internet de casadas sendo comidas por vários machos, principalmente negros e com o tempo isso foi me deixando excitada e me animei com essa coisa.

Um dia fomos numa praia e notei uns lavadores de carros olhando para mim e resolvi me exibir, fiquei só de biquíni, comecei a desfilar meu corpo todo trabalhado na academia na frente dos caras e vi eles ficarem doidos de tesão e alguns começaram a pegar no pau, isso deixou meu marido louco, foi uma delícia me sentir tão desejada por tantos homens com cara de safados.

Voltei pra casa e dei minha xana para o meu marido, gemendo gostoso e pedi para ele me comer de quatro e me tratar como uma puta, aí esse safado me deixou doida quando falou que queria ver um negão me comendo e eu cada vez que ouvia isso ficava mais molhadinha, minha bucetinha tava ensopada de tanto tesão.

Sexo em grupo na praia com o corninho olhando cheio de tesão

A gente marcou de voltar na semana seguinte para essa mesma praia e ver como os caras reagiriam, então coloquei o meu biquíni mais pequenininho, mais enfiado no rabinho e fui com meu marido corninho para essa mesma praia, mas estava cheia, então esperamos o fim da tarde e o movimento diminuiu muito, então nós ficamos praticamente sozinhos tomei coragem e fui conversar com os caras.

Eles ficaram cheios de tesão e me olhavam de cima a baixo, fiquei bem animadinha também, me sentindo desejada e cada vez mais molhadinha, então eu chamei eles para um cantinho, um tipo de estrutura de madeira abandonada nessa praia, e 4 caras foram comigo.

Meu marido já estava com cervejas, começamos a beber muito, colocamos uma música pelo som do carro e meu marido distribuiu camisinha para os caras, aí a putaria tava pronta para começar e eles me beijavam, me pegavam por trás e o meu esposo  tava de pau duro já colocando a mão no short pra tocar uma punheta bem gostosa.

Os lavadores de carro me pegaram, um por trás beijando meu pescoço e esfregando a rola dura feito rocha no meu rabão, enquanto o outro apertava meus peitos, chupava e os dois que sobraram ficavam na punheta, e confesso que estava me sentindo a mulher mais gostosa do mundo, então logo fiquei nua na frente deles, começaram a se roçar em mim e me comer, um botando na buceta e o outro me fazendo encostar no capô do carro pra eu chupar a pica dele.

Tava uma delícia, eles comeram minha xana, botavam na boca, era um revezamento de rola na minha boca tão grande, que fiquei com a boca dormente de tanto chupar, mas valeu muito a pena, porque depois eles fizeram uma fila pra botar no meu cuzinho e era um atrás do outro bombando até eu sair arrombada.

E o melhor era ouvir eles me chamando de putinha, meu marido de Corno, enquanto comiam meu cuzinho que tava mais largo do que o normal, mas mesmo assim eu pedia pica pra eles, mandavam meter com força e depois ouvi cada um avisando que ia gozar e no ritmo deles os caras gozaram gostoso pra caralho na minha cara.

Foi uma aventura deliciosa, depois disso meu casamento melhorou muito e eu e meu marido sempre procuramos achar caras dispostos a fazer uma boa sacanagem comigo na frente dele.

Conto copiado da Internet.

Eu e mulher: aventuras sexuais e muito tesão
Aventura sexual com estranhos numa praia

7 dicas para aumentar a libido feminina

O desejo sexual na mulher depende em grande parte do seu bem estar físico e emocional. Por esse motivo, existem algumas dicas simples que podem ajudar a melhorar a saúde da mulher e, consequentemente, ajudar a falta de libido na mulher.

Além disso, também é importante lembrar que a mulher pode ter o desejo diminuído em períodos de tensão, cansaço, frustração ou durante a menopausa.

Assim, alguns passos simples que podem ajudar a melhorar bastante a saúde da mulher e aumentar a libido feminina incluem:

1. Praticar exercício físico

Praticar exercício físico regularmente melhora o condicionamento físico, a disposição e a auto-estima da mulher, sendo úteis para melhorar a lubrificação e a irrigação dos genitais. Além disso, durante o exercício o corpo libera hormônios como a adrenalina, noradrenalina e endorfinas que dão energia, prazer e bem estar.

2. Fazer exercícios de Kegel

Estes exercícios de contrair e relaxar os músculos pélvicos, localizados no interior da vagina, aumentam a quantidade de sangue que chega a estes locais, melhoram o tônus destes músculos, alongam o canal vaginal e deixam o colo do útero mais alto, fazendo com que o pênis não o machuque tanto.

Além disso, existe também a técnica de Pompoarismo que melhora o prazer sexual, aumenta o apetite sexual e previne o surgimento de problemas de incontinência urinária ou fecal. 

3. Comer alimentos afrodisíacos

Alimentos como pimenta, açafrão, gengibre e ginseng favorecem a produção hormonal e melhoram a circulação sanguínea, favorecendo o contato íntimo. Estes devem ser consumidos diariamente e se possível em todas as refeições para que tenham o efeito esperado.

Uma outra possibilidade é recorrer a chás ou suplementos para apimentar a relação.

4. Aumentar a lubrificação íntima

Uma boa estratégia é colocar um pouquinho de um lubrificante íntimo à base de água na região genital, antes ou durante o contato íntimo, para diminuir um pouco o atrito pele a pele, que pode incomodar alguns casais.

5. Se expôr ao sol nas horas certas

A exposição solar no início da manhã e no final da tarde, após as 16h não traz riscos para saúde e aumenta a absorção de vitamina D, fortalecendo os ossos. Além disso, ela também traz benefícios para a saúde sexual feminina porque aumenta a produção hormonal e também melhora a auto estima da mulher, favorecendo o contato íntimo.

6. Dedicar tempo ao parceiro

A maioria das mulheres fica mais excitada e tem maior interesse pelo contato sexual quando está feliz e satisfeita no seu relacionamento. Passar algum tempo juntos, assistindo um filme ou sair para passear ou dançar, ajuda a mulher a se sentir amada e valorizada, fazendo com que tenha mais vontade para o sexo.

Além disso, o carinho através do toque físico ou ouvir palavras de afirmação também ajudam a mulher a sentir-se mais desejada. É importante que o parceiro saiba identificar como a mulher se sente mais amada e também investir nessa estratégia para aumentar o desejo feminino.

7. Conhecer seu próprio corpo

A masturbação ajuda a mulher a se conhecer, permitindo identificar a localização do clitóris, o que é muito importante para orientar o parceiro para a estimular, de forma a chegar mais facilmente ao orgasmo.
É preciso salvaguardar que se a mulher não estiver realmente interessada no contato íntimo, mesmo que o homem estimule o seu corpo, ela poderá não ficar excitada ou satisfeita com o contato íntimo.

O que fazer no caso de transtornos sexuais

Quando a mulher possui algum transtorno sexual como dor durante o contato sexual, vaginismo ou desejo sexual hipoativo, é importante descobrir o que está na sua origem, para realizar o tratamento mais adequado que pode incluir medicamentos, cirurgia ou sessões de psicoterapia.

Mulheres vítimas de abusos podem se fechar e não ter nenhum interesse por uma relação amorosa ou contato íntimo e neste caso um psicólogo ou a terapia de casais podem ser indicados para que a mulher recupere sua auto estima, confiança no parceiro e vença seus traumas emocionais, tornando possível um contato íntimo saudável e prazeroso.

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