Tudo começou com um sorriso. Um daqueles que acende algo dentro da gente sem pedir permissão.
Já fazia algum tempo que um desejo vinha crescendo dentro de mim. Aquele tipo de vontade silenciosa, que vai tomando espaço no corpo sem pedir licença. Até que um dia ele apareceu.
Quando eu o vi pela primeira vez, o sorriso dele me atravessou de um jeito que eu não estava esperando. Foi instantâneo. Um calor subiu pelo meu corpo e eu soube, naquele momento, que alguma coisa ali ia mexer comigo.
A primeira coisa que fiz foi contar ao meu parceiro. Nós temos uma relação aberta dentro dos nossos acordos, e eu sempre fui muito transparente com ele. Falei do homem que eu tinha conhecido, do jeito que ele me olhou, da vontade que tinha nascido em mim. Falei sem rodeios: eu queria dar para ele.
Meu parceiro apenas sorriu e disse:
— Então invista.
E foi exatamente isso que eu fiz.
Comecei devagar. Conversas tranquilas, trocas de olhares, um sorriso aqui, outro ali. Observava ele caminhar pela academia, o jeito do corpo, a postura firme. Toda vez que a gente se encontrava havia aquela tensão deliciosa no ar. Conversas aparentemente inocentes, mas sempre com uma malícia escondida.
Eu jogava, provocava, insinuava.
Mas ele… ele não me dava espaço.
Ou melhor, não demonstrava dar.
Porque nos olhos dele eu via tudo. Via o desejo ali, guardado. Sentia no corpo dele quando se aproximava de mim. Mas ele fingia não perceber nada. Como se estivesse completamente imune à minha presença.
Aquilo só fazia meu sangue ferver mais.
Tem uma parte de mim que gosta do jogo. Gosta da provocação, da tensão, do quase. E quanto mais ele se fazia de indiferente, mais eu queria atravessar aquela barreira.
Até que um dia ele me encontrou nas redes sociais.
Começamos a conversar. No início parecia casual, mas não demorou muito para o tom mudar. Ele foi direto, como quem já não queria mais fingir.
Eu também não.
Mostrei claramente o quanto eu estava com vontade. O quanto eu queria sentir ele. E não demorou muito para que ele deixasse escapar o desejo que vinha segurando.
A conversa começou a ficar carregada. Cada frase parecia esquentar mais o corpo.
Uns dois dias depois aconteceu a primeira explosão.
Foi rápido, inesperado. Num espaço improvisado, sem privacidade. Em segundos ele já estava puxando minha calça, deslizando a boca pelo meu corpo, a língua explorando minha pele com uma fome que me fez tremer inteira.
Eu estava quente, suada, ofegante… tentando dizer que não era o momento.
Mas o corpo já tinha perdido a razão.
As mãos dele me seguravam com firmeza, a boca passeando entre minhas pernas sem qualquer hesitação. Meu corpo reagia inteiro, pulsando, pedindo mais.
Mesmo assim eu parei.
Consegui me afastar antes que aquilo saísse totalmente do controle.
Depois conversei com meu parceiro. Pedi autorização para receber ele na nossa casa. E quando ele disse que sim, eu soube que dessa vez nada iria nos interromper.
Nosso primeiro encontro de verdade foi intenso desde o começo.
A química entre nós era absurda. Natural. Como se nossos corpos já soubessem exatamente o que fazer um com o outro.
Ele me tocava com vontade, me puxava para perto, me beijava com fome. A boca dele descia pelo meu corpo, me lambendo, me chupando, me mordendo devagar.
Eu sentia o desejo dele nas mãos, na respiração quente na minha pele.
E o meu corpo respondia sem pudor.
Minhas pernas tremiam, meu corpo se abria para ele sem resistência. Eu escorria de vontade, molhando os lençóis enquanto ele explorava cada parte de mim.
Depois ficamos um tempo sem nos ver. Umas três semanas.
Mas a provocação continuava.
Mensagens, olhares à distância, aquela tensão que nunca desaparecia.
Até que marcamos de novo.
Dessa vez eu me preparei.
Tomei um banho demorado. Deixei a pele perfumada. Coloquei uma lingerie que deixava quase tudo à mostra e um robe transparente que não escondia nada.
Eu queria que ele visse exatamente o que eu estava oferecendo.
Quando ele chegou, o olhar dele percorreu meu corpo devagar, de cima a baixo. Como se estivesse absorvendo cada detalhe.
Ele mal entrou e já me puxou pela cintura. As mãos apertaram minha bunda com força, e em segundos ele estava de joelhos, a boca entre minhas pernas.
Minha calcinha aberta deixava meu clitóris exposto.
Ele não teve qualquer hesitação.
A língua dele começou a me lamber devagar, depois com mais pressão, me fazendo abrir as pernas completamente para ele. Meu corpo já reagia antes mesmo de chegarmos ao quarto.
Ele puxou meus seios para fora da lingerie, chupando com vontade, mordendo levemente enquanto eu gemia.
Subimos para o quarto quase sem conseguir esperar.
Ali ele me tomou de uma forma que eu nunca tinha sentido.
O corpo dele era firme, quente, intenso. Cada movimento dele entrava profundo, forte, como se quisesse me sentir por inteiro.
Ele me penetrava com ritmo, me segurando com força enquanto eu me abria completamente para ele.
Meu corpo escorria de prazer.
Eu sentia cada estocada atravessando meu ventre, meu corpo reagindo sem controle. Ele descia novamente entre minhas pernas, lambendo tudo que eu deixava escapar, bebendo cada reação minha.
Voltava para minha boca, me beijava, e me possuía de novo.
Não demorou para o primeiro orgasmo me tomar.
Meu corpo inteiro se contraiu enquanto ele continuava ali, sentindo tudo. A boca dele sugava cada gota de prazer que saía de mim.
Mas ele não parou.
Voltou a me penetrar fundo, me puxando pela cintura. Eu virei de quatro, empinando a bunda para ele, e ele começou a me foder com força.
As mãos firmes na minha cintura, os quadris batendo contra os meus num ritmo que fazia a cama inteira se mover.
Nossos corpos pareciam encaixados de forma perfeita.
Eu olhava para trás, por cima do ombro, e via o olhar dele. Um olhar cheio de desejo, quase admirando a cena.
E outro orgasmo veio.
Depois ele me virou novamente para frente, me penetrando devagar dessa vez. Me olhando nos olhos, me beijando enquanto entrava cada vez mais fundo.
Quando eu gozei de novo, foi olhando diretamente para ele.
Respirando ofegante, sentindo meu corpo inteiro pulsar.
Então ele pediu para que eu ficasse de quatro mais uma vez.
Queria terminar assim.
E eu obedeci.
Ele começou a se mover mais rápido, mais forte, socando profundamente até perder o ritmo.
Quando ele finalmente gozou, eu me afastei no último segundo.
O jato quente caiu pelas minhas costas, escorrendo pela pele enquanto eu ainda sentia meu corpo vibrando.
Depois ficamos ali por alguns minutos.
Nos beijamos. Conversamos. Rimos.
Até que ele se vestiu e foi embora.
E quando a porta se fechou, eu ainda estava ali… com o corpo quente, a pele marcada e a mente cheia.
Com vontade de mais.
Porque é isso que me move.
Esse fogo.
Essa intensidade.
Esse desejo que atravessa o corpo inteiro.
É isso que eu quero viver.
Porque há encontros que passam… e há aqueles que acendem um fogo que a gente nunca mais esquece.
