O elevador subia lento demais para o que ela sentia por dentro.
O reflexo no espelho mostrava alguém aparentemente calma, mas o corpo denunciava. O salto ecoava no piso, o coração no mesmo ritmo.
Último andar. O escritório estava quase vazio àquela hora. Luz baixa, cheiro de café esquecido e aquele perfume amadeirado que ela reconheceria em qualquer lugar.
Ele: Pode entrar disse a voz firme, sem pressa.
Ele não levantou os olhos de imediato. Isso a desarmou mais do que qualquer olhar direto. A espera. O silêncio. A sensação clara de que o tempo ali obedecia a ele.
Sente-se: Não foi um pedido. Foi um convite impossível de recusar. Quando ele finalmente a olhou, não teve pressa. Observou como quem lê um corpo antes de tocá-lo. Ela sentiu o ar ficar mais pesado, a própria pele mais sensível. Você sabe por que está aqui perguntou. Ela sabia. Mas não respondeu. O meio sorriso dele apareceu como quem confirma uma suspeita antiga.
Ele se levantou, contornou a mesa, parou perto demais para ser casual. Nada aconteceu. E ainda assim, tudo começou ali. Gosto quando confiam em mim murmurou, baixo. A frase ficou suspensa, carregada de promessas não ditas. Quando ele se afastou e a dispensou, ela saiu com as pernas firmes… e a mente em chamas. Aquilo não tinha terminado.Tinha acabado de começar. Ela não dormiu naquela noite.Não porque algo tivesse acontecido, mas porque quase tinha. E o quase era cruel. O quase repetia cenas, inventava finais, criava toques que não existiram ainda.
No dia seguinte, o elevador parou no último andar sem que ela apertasse o botão. O escritório estava diferente. Cortinas semi-fechadas. Duas taças sobre a mesa. Nenhuma explicação.Hoje você chegou mais cedo disse ele, de costas. Ela não respondeu. Aprendera rápido que o silêncio também obedecia. Sobre a mesa, um envelope. Dentro, um contrato informal. Palavras como controle, entrega, confiança. Nada explícito. Tudo perigoso. Ele parou atrás dela. Não tocou. Hoje eu não vou te tocar disse. Hoje eu vou te mostrar como o desejo obedece antes do corpo. Ela sentiu. Cada músculo atento. Cada pensamento fora de controle. Quando saiu dali, já não fingia mais.Já queria.
No terceiro dia, ela não foi chamada. Mesmo assim, foi. Entrou como quem atravessa um limite invisível. O corpo decidido, o orgulho deixado no elevador. Eu tentei não vir confessou.
Mas veio: ele respondeu, certo demais. Ela deu um passo. Depois outro. O coração batendo alto, a voz baixa demais para esconder. Eu penso em você o tempo todo… disse. No que faz. No que não faz. Ele se aproximou. Perto o suficiente para que ela sentisse o calor, o cheiro, o peso da presença. O que você quer? perguntou. Ela não se esquivou.
Você.
A palavra saiu como um pedido nu.Irreversível.E se eu mandar parar provocou. Ela respirou fundo.
Eu imploro.
O silêncio que se seguiu foi denso. Delicioso. Ele se afastou um passo, só para fazê-la sentir a ausência. Continue querendo disse. Porque quando eu decidir… você vai sentir tudo.
Momentos depois, ele voltou a ficar diante dela.Tão perto que o espaço entre os dois parecia inexistente. Ela respirava rápido, o corpo inteiro atento à mínima mudança.Olha pra mim ordenou. Ela obedeceu.
O olhar dele desceu devagar, sem tocar, sem pedir. Quando voltou ao rosto dela, havia ali controle e desejo contido na medida exata para fazê-la perder o chão. Ele levantou a mão. Parou a poucos centímetros da pele dela. Não tocou. Ela prendeu a respiração. Última chance…murmurou. Se eu encostar… não é mais um jogo.
Ela abriu os olhos, decidida.Então não para.
Ele sorriu. O polegar dele tocou o queixo dela pela primeira vez leve, mínimo, suficiente para fazê-la ofegar como se tivesse sido tomada inteira. E quando ele se afastou só um centímetro, ela entendeu:
O desejo não estava no toque.Estava na espera.Na entrega.Na certeza de que, dali em diante, nada seria simples de novo.
A outra mão veio logo depois. Não apressada. Não gentil demais. Segurou a cintura dela com decisão, puxando-a um passo à frente, acabando de vez com qualquer espaço entre os dois. O impacto da proximidade arrancou o ar dos pulmões dela. Ela não pediu. Não precisou. O corpo se inclinou sozinho, buscando, aceitando, entregando. A respiração dos dois se misturou, quente, irregular. Ele encostou a cabeça na dela por um segundo tortura pura antes de descer o rosto até o pescoço.
O contato foi lento, provocador, consciente do efeito que causava. Ela fechou os olhos, os dedos agarrando o tecido da camisa dele como se aquilo fosse a única coisa que a mantinha em pé. Você treme quando perde o controle ele disse, baixo, perto demais. E eu adoro isso.
A mão dele subiu pelas costas dela, sem pressa, como quem reconhece território. Quando parou, foi só para fazê-la sentir falta do movimento contínuo. Ela soltou um som involuntário, curto, rendido.Olha pra mim, ele pediu.
Ela obedeceu, os olhos escuros, dilatados, sem defesa alguma. O beijo não foi romântico. Foi intenso. Marcado. Cheio de tudo o que tinha sido contido até ali.Não houve delicadeza. Houve necessidade.Quando ele se afastou um pouco o suficiente para manter o controle, ela ainda estava presa a ele, respirando rápido, completamente entregue ao que vinha a seguir. Agora… ele disse, com a voz baixa e firme …não tem mais volta.E ela soube. O corpo inteiro já sabia.
Ele não lhe deu tempo para pensar. A mão que estava em suas costas a puxou de vez, colando os corpos, anulando qualquer espaço restante. A reação dela foi imediata um suspiro alto demais, o corpo cedendo como se tivesse esperado por aquilo desde o primeiro dia. O beijo voltou, mais fundo, mais decidido. Não havia mais teste, nem provocação lenta.
Havia vontade acumulada, descarregada em movimento, em pressão, em respirações desencontradas. Ela correspondeu sem hesitar. As mãos dela subiram pelo peito dele, sentindo, confirmando, como se precisasse da prova física de que aquilo era real. O toque dela o fez apertar ainda mais a cintura, como se estivesse segurando algo que poderia escapar se afrouxasse por um segundo. Era isso que você queria, ele disse entre uma pausa curta e outra, a voz baixa, firme.
Não era? Ela não respondeu com palavras. O corpo fez isso por ela, avançando, pedindo, se encaixando naquele ritmo que não precisava ser explicado. Ele a virou de leve, guiando-a até a mesa. O contato frio contra as mãos dela contrastou com o calor que subia por dentro. Ele se posicionou atrás, próximo demais, presente demais.Sente meu pau explodindo dentro das minhas calças, isso é o que você causa em mim desde o primeiro dia que entrou nesta sala, você acha que quis torturar você nestes dias?

Eu queria era fugir deste desejo que me queima…agora que você me provou que quer tanto quanto eu te quero, posso me permitir estar dentro de você, e no momento seguinte ele colocou a calcinha dela de lado, ela de pernas abertas quase implorando pelo próximo passo, entrou sem dó, a penetrou forte arrancando um grunhido cheio de tesão dos dois, o movimento foi intenso e cheio de sensações, ela escorria de tesão, ele duro, viril, suas veias estavam cheias, a dias ele pensava naquele momento e agora não queria que acabasse, a pegou no colo e a deitou sobre a mesa, após jogar tudo no chão com uma única passada de mão, abriu a camisa dela passou a lingua na boca dela e desceu ate encontrar sua buceta depilada e molhada, ela estava totalmente entregue sem pudor, so desejo, segurou a cabeça dele quando ele encontrou seu clitóris, dizendo assim, me faça gozar na sua boca… quero que tome tudo, não deixe uma gota pra trás, e ele o fez, ela estremecia e gritava, enquanto o orgasmo vinha em ondas, quase perdendo as forças… ela implorava para ele parar pois iria desmaiar, ele: não vai não! a virou de costas pra ele e a estocou firme forte, ate que sua porra preenchesse ela todinha.
Os dois ofegantes se sentaram sobre a poltrona, se olharam e sorriram, e entenderam que aquela não seria a primeira vez e nem a mais intensa, muita coisa ainda iria rolar.
A química bateu! Cheiro, toque, desejo… tudo fazia com que quisessem mais.