Eles estavam casados há tempo suficiente pra saber cada toque, cada respiração, cada silêncio do outro.
Mas fazia semanas que o corpo dela pedia algo mais.A rotina, o cansaço e o conforto tinham apagado parte do fogo e ela decidiu reacender.
Mandou mensagem curta:“Hoje, só me encontra aqui. Sem perguntas.”
Escolheu um motel discreto, com suíte temática. Acendeu velas, ligou a banheira, espalhou pétalas vermelhas e perfume de morango no ar.Sobre a cama, uma sacola com brinquedos novos: vibrador, plug, lubrificante, venda, e o olhar dela faminto, decidido, pronto pra incendiar.
Quando ele entrou, ficou em silêncio.Ela usava uma lingerie preta com transparência, salto alto e um sorriso de quem sabia exatamente o que estava prestes a fazer.
Senti falta de nós, ela murmurou, encostando o corpo no dele.A voz baixa, o perfume doce, o toque quente… tudo o fez perder o fôlego.
Ela o empurrou de leve até que ele se sentasse na cama, tirou a camisa dele com calma, e o beijo veio lento, profundo, com gosto de vinho e promessa.Quando ele tentou retribuir, ela o conteve com um dedo nos lábios:Hoje você só sente.
A venda deslizou sobre os olhos dele.E o mundo se transformou em sensações.O som do zíper abrindo, o roçar de renda, o vibrar suave percorrendo o peito, a barriga, as coxas…Ela brincava com ele, alternando temperatura, ritmo, intensidade.A língua dela deslizava molhada, provocando, recuando, torturando em prazer.Ele gemia baixo, tenso, entregue.O cheiro dela o envolvia, o deixava tonto.Quando ela subiu devagar sobre ele, o corpo dela encaixando no dele, ele sentiu como se fosse a primeira vez.
O ritmo era perfeito, lento, molhado, profundo, quase sagrado.Ela gemia com ele, prendendo os cabelos, deixando o corpo dançar sobre o dele como se estivesse possuída por um desejo antigo.E quando o clímax veio, foi como se o tempo parasse.Os dois ofegantes, suados, abraçados reencontrando não só o prazer, mas o amor que o cotidiano tinha deixado adormecer.Ela o libertou da venda e beijou sua testa.
A gente ainda tem muita coisa pra explorar.Ele sorriu.Mas dentro dele, algo acendeu diferente.Um instinto, um desejo de revidar.
