Ele encostou o copo gelado nos meus lábios, e o sabor ardente da bebida ainda vibrava na minha boca quando a língua dele tomou o espaço.
O beijo veio úmido, lento, molhando minhas vontades, como se cada movimento fosse feito para acender algo que eu não poderia mais apagar.
As mãos dele seguraram minha cintura com firmeza, me puxando contra seu corpo. Eu sentia o calor, a rigidez, a promessa de tudo o que estava por vir. O mundo sumia ao redor — não havia música, não havia barulho, só o som da minha respiração falhando e o coração batendo descompassado.
Quando os lábios dele deslizaram pelo meu pescoço, arrepios explodiram pela minha pele. A língua quente contrastava com o frio do vinho que ainda escorria sutilmente, e aquela mistura me deixava fora de controle.
Apertei seus cabelos, guiando, implorando sem palavras. Ele sabia. Sempre soube.Descemos juntos, tropeçando no desejo, até que o corpo encontrou a cama. Ele me deitou com calma, mas os olhos denunciavam a pressa, a fome. A roupa virou barreira, e uma a uma foi sendo arrancada, deixando a pele à mostra, cada vez mais exposta, mais vulnerável.
Seu olhar percorreu meu corpo como se estivesse diante de um banquete proibido. E, quando sua boca encontrou meus seios, um gemido escapou sem que eu pudesse conter. A língua circulava devagar, o toque firme da mão complementava cada movimento, como se ele quisesse queimar minha memória para sempre com aquela sensação.
Desceu ainda mais, explorando, me deixando em chamas. O primeiro toque da língua entre minhas pernas foi devastador. Eu arqueei, perdi o fôlego, gemi alto. Era como se cada movimento me arrancasse pedaços de sanidade.
Os dedos dele me seguravam firme, não havia escapatória, e eu não queria escapar.Ele alternava entre a suavidade e a intensidade, entre o controle e a entrega. E eu me dissolvia ali, me desfazia em gemidos, em tremores, em puro prazer. Quando senti que estava prestes a perder o controle, ele parou. Subiu lentamente, me encarou, e em voz rouca disse:— Agora eu quero você inteira.E me teve. Com força, com ritmo, com uma fome que me fez esquecer meu próprio nome.
A cama batia contra a parede, meus gemidos se misturavam ao dele, e cada estocada era um incêndio, uma explosão que me consumia sem piedade.Eu gozei primeiro, forte, intensa, me desfazendo embaixo dele, sentindo o corpo estremecer em ondas. Mas ele não parou. Continuou me possuindo até que fosse inevitável. Quando enfim se entregou, o corpo dele desabou sobre o meu, quente, suado, exausto.
O silêncio que ficou depois não era vazio. Era cheio. Carregado de respirações pesadas, do gosto do vinho ainda na boca, do cheiro do sexo impregnado no ar.E eu sabia, sem precisar dizer, que aquela noite não terminava ali. Terminava em mim — marcada para sempre no corpo, na pele e na memória.
