Três Taças, Sete Horas e Um Corpo em Brasa

O convite veio como quem acende uma vela em quarto escuro: discreto, mas impossível de ignorar. Era um casal que já me seguia há algum tempo, desses que sabem provocar na medida certa — nem demais, nem de menos, mas o suficiente para me deixar molhada de curiosidade.

Durante dias, trocamos mensagens que mais pareciam preliminares. Palavras com gosto de vinho encorpado, emojis que tocavam a pele sem nem precisar de mãos, áudios que arrepiavam. Eles me queriam. E eu… já me sentia metade deles antes mesmo do primeiro beijo.

O encontro foi marcado com o capricho de quem sabe que o desejo começa antes da pele. Ao entrar no quarto do motel, fui recebida com uma tábua de frios cuidadosamente montada, vinho no ponto e olhares famintos.

Ela, deslumbrante, cheirava a perigo e doçura — toda linda e gostosa.

Ele, firme, calado, com olhos que me despiam sem culpa, estudando tudo à volta e preparando o ambiente.

A energia entre nós era crua, elétrica, inevitável.As primeiras taças foram brindes ao que viria.

Rimos, falamos sobre limites, fantasias, medos. A conversa era fluida, como se já fôssemos íntimos de outras vidas.

E então veio o primeiro beijo — daqueles que prendem o ar e fazem o mundo em volta sumir. Beijo molhado, com entrega. As mãos exploravam sem pressa, a pele gritava por mais. Ela me tocava como quem lê um poema com os dedos. Ele me observava com tesão e reverência. O clima foi crescendo, como uma música que você não quer que termine.

A primeira a gozar foi ela — intensa, ruidosa, viva. Me contorci com o som do prazer dela, como se fosse o meu. E foi.

Na sequência, perdi a noção de tempo, de espaço, de quem guiava quem. Apenas me entreguei àqueles corpos famintos de prazer. Em algum momento, meu corpo, totalmente entregue, se manifestou através de um squirt que ela, ávida, observava. Eu tremia por dentro, o corpo gritando e a alma pedindo mais. Foram quase sete horas de beijos, carinhos, corpos enlaçados, muitos orgasmos — em alguns momentos meus, em outros dela — até que ele se entregou em minha boca.

A mesma boca que beijou a dela. As duas sentindo o sabor do macho que nos acompanhava. Saí de lá com as pernas bambas, o peito cheio e a pele ainda quente. Dormi pouco naquela noite, mas acordei com uma sensação de bem-estar que durou o dia inteiro — como se cada célula tivesse sido tocada, despertada, amada. Passei o dia sentindo, lembrando, ofegante…Às vezes, tudo que a gente precisa é de duas, três — ou mais — pessoas dispostas a nos sentir por inteiro.

Publicado por Mesonhot

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