A cidade ainda respirava o friozinho suave de junho, mas dentro daquele apartamento tudo fervia em promessas.
Luzes baixas, vinho tinto descansando na taça e velas aromáticas de canela e baunilha exalavam calor e sensualidade.
Laura se arrumava devagar, com um robe vermelho que mal escondia a lingerie preta rendada da Garota Veneno. A calcinha fio e o sutiã com abertura estratégica deixavam o jogo entre o oculto e o revelado ainda mais excitante.
Ela aplicou no colo e entre as coxas algumas gotinhas do óleo comestível esquenta e vibra da Intt, sorrindo ao sentir o calor que despertava em seu corpo. Cada detalhe havia sido pensado com uma intenção: provocar.
Era Dia dos Namorados. Mas, naquele ano, o amor e o prazer seriam celebrados de forma diferente.O marido, Marcos, já sabia que a noite seria especial. Mas não sabia o quanto.
Quando tocou a campainha, ao voltar do trabalho, foi recebido por Laura com um beijo molhado, doce e lento, daqueles que prometem mais do que entregam. Ela segurava uma caixa preta com laço de cetim vinho.
— Feliz Dia dos Namorados, meu amor… Mas antes de abrir, tenho um pedido: confia em mim?Marcos assentiu, já com os olhos faiscando de curiosidade. Ela sorriu, vendou-o com uma faixa de cetim que havia comprado na loja mesonhot e o guiou até o quarto.
Lá, a cama estava preparada com pétalas de rosa, alguns brinquedos estrategicamente posicionados: o plug com rabo, o vibrador ponto G com controle e um frasco do lubrificante beijável sabor morango com champanhe da Hot Flowers.
Uma playlist de batidas sensuais preenchia o ar.
E então… a porta abriu.
Silhueta feminina. Salto. Perfume novo. A respiração de Marcos vacilou. Ele sentiu o cheiro de desejo se misturando no ar.— Essa é a Gi. Você lembra dela… nossa amiga. Hoje, ela vai comemorar com a gente.
Laura tirou lentamente a venda dele, revelando Gi de joelhos, com um body vinho cavado e o olhar faminto. Sem dizer uma palavra, ela se aproximou e começou a beijar a barriga de Marcos, enquanto Laura o puxava pelos cabelos para beijá-lo fundo.Os três corpos começaram a se encontrar. Laura e Gi se revezavam em carícias, beijos, mordidas leves.
Gi deslizava a língua pela lateral do pescoço de Laura enquanto seus dedos exploravam as coxas de Marcos, que gemia com os olhos fechados, entregue.
Laura abriu o vibrador da Intt e o entregou nas mãos de Gi.— Mostra pra ele como a gente usa…Gi o levou entre as pernas de Laura, que gemeu alto ao sentir o toque vibrante no ponto certo.
A respiração ficou curta, os quadris dela começaram a dançar no ar, implorando mais. Enquanto isso, Laura abria a embalagem do plug, lambendo a ponta antes de introduzi-lo lentamente em si mesma.A cena era um filme pornô de luxo. Marcos não aguentou mais apenas assistir — puxou Gi para o colo, abriu o body e começou a morder seus seios com fome. Laura se ajoelhou atrás dele e passou a língua em sua nuca, deslizando as unhas em sua pele. Ela sussurrava:— Não é só sobre prazer. É sobre confiança, entrega, fogo. Hoje, nós somos um só corpo… em três.
As posições mudavam em uma coreografia selvagem. Laura montada em Marcos, Gi estimulando os dois com o vibrador. Depois, Gi cavalgando sobre Laura, seus seios balançando enquanto a outra gemia sob ela. Lubrificante, beijos, dedos, brinquedos… cada sensação era uma onda que arrebentava com mais força.O orgasmo veio como um grito coletivo, suado, tremido, profundo.
Quando tudo terminou, os corpos se enroscaram, ainda quentes, rindo, trocando beijos suaves como se agradecessem por aquele presente.
Na mesinha de cabeceira, uma cartinha com cheiro de jasmim dizia:
“Às vezes, o melhor presente não se compra… se compartilha. Obrigada por permitirem que a minha sex shop existisse para dar vida aos desejos de vocês.”
