O som dos saltos ecoando no corredor era o único aviso da minha chegada.Eu sabia que ele me esperava.Mas nada — absolutamente nada — poderia ter me preparado para o que encontrei ao abrir a porta.Ele estava de pé, de costas, olhando pela janela.Camisa branca arregaçada nos antebraços, mãos nos bolsos da calça de alfaiataria.O silêncio era denso, como se o ar tivesse sido suspenso no tempo.Sem virar o rosto, ele falou:— Tranque a porta. E ajoelhe-se.Meu coração disparou.A respiração travou.A pele se arrepiou do pescoço até os tornozelos.Não era um pedido.Era uma sentença.Soltei a bolsa no chão, fechei a porta com um clique surdo, e obedeci.Ali, ajoelhada sobre o tapete grosso, senti o chão tremer sob mim.Não era medo.Era antecipação.Ele se virou devagar, como se saboreasse cada segundo do meu silêncio.Olhar firme, mandíbula tensa, olhos escuros como noite sem lua.— Você já sabe o que vai acontecer. — ele disse, andando até mim.— Mas não sabe como.Sua mão veio até meu queixo, erguendo meu rosto com uma delicadeza que contradizia o comando na voz.Os dedos traçaram a linha da minha mandíbula, descendo até meu colo.A respiração dele estava perto demais. Quente. Elétrica.— Hoje você é só minha.— Sem palavras. Sem controle. Sem permissão.Desamarrou o cinto.Lentamente.Como se aquilo fosse parte de um ritual sagrado.Me fez levantar com um puxão firme de cabelo e me guiou até a cama.Fui colocada de bruços.Vestido erguido.Calcinha puxada até a metade da coxa, sem sequer ser retirada.A palma da mão dele desceu com um estalo firme sobre a minha pele.Ardeu.E, no mesmo instante, eu molhei.— Isso é o som da sua rendição — ele sussurrou contra minha orelha.— E ainda não começamos.Usou a língua para apagar o fogo que causou com a mão.Mordeu. Beijou.Me abriu com os dedos como se estudasse uma obra de arte.Explorou.Me conheceu inteira sem que eu dissesse nada.Quando penetrou, o mundo parou.O som do ar-condicionado virou uma trilha distante.A cama rangia sob nós dois.Minha respiração era entrecortada, os gemidos abafados no travesseiro.E ele — firme, ritmado, dominando cada centímetro do meu corpo como quem escreve uma sinfonia com os quadris.Mudou de posição sem avisar.Me puxou para o colo dele, de frente.E ali, montada nele, fui tomada por um beijo voraz.Línguas famintas. Dentes que arranharam.As mãos dele apertando minha cintura, guiando meus movimentos.E quando minhas pernas começaram a fraquejar, ele me segurou mais forte.Me prendeu ali, no auge do abismo.— Goza pra mim. — ordenou.E meu corpo obedeceu antes da mente entender.Me desfiz inteira nos braços dele.Tremi. Chorei. Sorri.Em silêncio.Porque ele não pediu.Ele tomou.E eu… desejei que nunca mais me devolvesse.
Ele não pediu. Tomou!
Publicado por Mesonhot
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